Daniel Vorcaro depõe novamente à PF nesta quarta-feira

Sessão por videoconferência acontece enquanto advogados requerem ao STF a revogação da prisão preventiva do banqueiro

30 set, 2026
Ex-banqueiro, Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@bcppolitica
Ex-banqueiro, Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@bcppolitica

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, irá depor novamente à Polícia Federal nesta quarta-feira (30), às 14h (horário de Brasília), em sessão conduzida por videoconferência. Os investigadores querem ouvi-lo sobre a estrutura de ‘A Turma’, organização criminosa presumida com quatro núcleos operacionais, supostamente sob sua coordenação.

O núcleo da investigação

Segundo a Polícia Federal, o grupo denominado ‘A Turma’ funcionava como organização criminosa com divisões específicas e atribuições bem definidas. A PF aponta Vorcaro como figura-chave na articulação das operações financeiras e no delineamento de estratégias que sustentavam a organização. A Operação Compliance Zero, desencadeada em março, destaca o banqueiro nesses papéis centrais.

As acusações registradas pela corporação abrangem “fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio, intimidação e obstrução de justiça”, conforme documentação policial. A detenção em regime preventivo ocorreu pela segunda ocasião na terceira fase da operação.

O ministro André Mendonça, ao fundamentar a manutenção da prisão, citou o “risco concreto de interferência nas investigações” como justificativa principal. A medida manteve Vorcaro encarcerado durante a continuidade das diligências.


Daniel Vorcaro em foto

Daniel Vorcaro (Foto:reprodução/X/@revistapiaui)


A posição da defesa

A equipe jurídica de Vorcaro sustenta que ele “vem tentando cooperar com as investigações e com a Justiça por meio dos institutos previstos pela legislação processual penal”. Conforme a estratégia processual, o acesso às formas de se defender verbalmente mostrou-se limitado até o momento.

O advogado Thiago Machado argumenta que os episódios mencionados pela investigação transcorreram entre abril de 2024 e julho de 2025, período anterior ao lançamento da Operação Compliance Zero. Para a defesa, tais eventos representam “eventos isolados da vida privada de Daniel Vorcaro” e carecem de ligação com as atividades do banco.

Machado também alegou que Vorcaro enfrentava perseguição mediante extorsão e ameaças de divulgação de dados pessoais praticadas por ex-funcionários. Segundo a defesa, quase um ano transcorreu em prisão sem que surgisse qualquer indício novo de reiteração dessa conduta. O requerimento para revogar ou substituir a preventiva foi apresentado ao presidente do STF, Edson Fachin, e permanece sob análise.

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