CNBB responde a Flávio Bolsonaro após declaração: “ A mentira não se combate com mentira”
Entidade religiosa refutou envolvimento em fake news e reafirmou distância de estruturas partidárias
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) respondeu na noite do último domingo (27) à acusação do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) de que teria participado na divulgação de desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida. O candidato, em evento de campanha em Goiás, afirmou que a entidade havia ajudado a espalhar uma fake news sobre a retirada do título de Padroeira do Brasil da santa, mas não apresentou nomes nem evidências que sustentassem a alegação.
O que alegou Flávio Bolsonaro
Flávio afirmou, durante comício no domingo (27), que o PT tentava impulsionar há dias a desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida. Segundo o candidato, havia recebido essa informação por intermédio de pessoas ligadas à CNBB, sem, contudo, identificá-las ou comprovar o relato. A polêmica envolvia um projeto de lei antigo, arquivado há quase duas décadas, que pretendia remover o título de padroeira da nação de Nossa Senhora Aparecida. A história ganhou circulação nas redes sociais após discussão sobre a proposta.
Resposta da CNBB
Em comunicado oficial liberado em seguida, a CNBB se posicionou de forma direta:
“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”.
A organização acrescentou:
“A mentira não se combate com outra mentira”.
A nota destacou ainda que a CNBB repudia a fabricação e circulação de informações falsas, independente de quem as origine ou de qual lado político se beneficie.
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Comunicado da CNBB (Foto: reprodução/Instagram/@cnbbnacional)
“A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos”.
Segundo o comunicado, os princípios que norteiam a CNBB incluem dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.
No encerramento da nota, a CNBB contestou:
“Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição”.
A entidade ressaltou que acusações sem embasamento prejudicam a qualidade e responsabilidade do processo eleitoral, reafirmando seu compromisso com veracidade, diálogo e paz.
