Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial após agravamento da crise
Varejista enfrenta crise de liquidez agravada por juros altos e restrição de crédito; empresa fechou 298 lojas e passou por recuperação extrajudicial em 2024
O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo na noite do últimp domingo (16), 16 de junho de 2026. A decisão ocorre após prejuízo superior a valor não divulgado no segundo trimestre de 2026 e restrição severa de liquidez que inviabilizou a continuidade das operações sem reestruturação.
Agravamento da crise
O agravamento da crise financeira resultou de múltiplos fatores no ambiente macroeconômico:
- Taxas de juros elevadas aumentando custos financeiros
- Menor oferta de crédito ao consumidor
- Redução do acesso ao capital de giro
- Pressão intensificada sobre consumo e capacidade de endividamento
A empresa havia buscado captação de recursos para contornar a crise, mas as negociações não avançaram. Segundo a Gazeta do Paraná, um investidor considerado âncora nas discussões desistiu de participar da operação, deixando a companhia sem alternativas de financiamento.
Interior da loja Casas Bahia (Foto: reprodução/Bloomerang/ Getty Images Embed)
Crescimento da dívida
A dívida total da Casas Bahia chega a valor não divulgado, de acordo com comunicado enviado à CVM. O pedido de recuperação judicial abrange a holding Casas Bahia e algumas de suas filiais. A companhia já havia passado por recuperação extrajudicial em 2024 e implementou plano de redimensionamento que incluiu fechamento de 298 lojas.
Durante o processo de recuperação judicial, a empresa pretende manter operações em todos os canais existentes. O objetivo declarado é preservar a continuidade das atividades comerciais e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações financeiras.
