Diretor do Lollapalooza explica ausência de Anitta no festival
Anitta já fez shows para o festival em outros países, mas comenta que nunca foi chamada para os festivais no Brasil; incluindo o próprio Lolla de São Paulo
Apesar de já ter se apresentado nas edições francesa e alemã do Lollapalooza, Anitta nunca fez um show do festival no Brasil.
Neste ano, durante entrevista, a cantora chegou a reclamar de só ser chamada para as edições internacionais. O site POPline procurou os organizadores do Lolla de São Paulo para entender melhor a situação.
Diretor do Lollapalooza Explica
Para Marcelo Beraldo, curador e diretor do Lollapalooza Brasil, a explicação é simples, o motivo é o Carnaval. Segundo ele, Anitta realiza o projeto “Ensaios da Anitta” pouco antes, e às vezes até no mesmo mês do festival.
“Ela faz um negócio super legal ali, com várias noites, um negócio grande. E a gente tenta uma janela de exclusividade com quem toca no Lolla”, explica.
Beraldo ressaltou que não há nada contra a artista, muito pelo contrário, mas que o projeto acontece com pouco intervalo de diferença: “Ela faz o ‘Ensaios’, às vezes 20 dias antes do Lolla, na cidade de São Paulo”, disse.
Os “Ensaios da Anitta” para 2027 já estão com as datas divulgadas. Com o Carnaval acontecendo mais cedo no próximo ano, a turnê da cantora acontecerá em todo o mês de janeiro. A artista se apresentará em São Paulo no dia 31 de janeiro. O Lollapalooza Brasil deste mesmo ano, está marcado para os dias 19, 20 e 21 de março.
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Audiovisuais do último álbum da Anitta – Equilibrivm (vídeo: reprodução/Instagram/@anitta)
A música pop no festival
A música pop é um dos pilares do festival Lollapalooza, ao lado do rock, eletrônico e rap. Em 2027, as apostas do pop nacional na escalação são Clarissa, Grag Queen e Clemantaum. A proposta do festival é justamente fugir do óbvio e não repetir os mesmos nomes que dominam os line-ups dos eventos pelo país.
Segundo Marcelo, a escolha é super intencional e eles aproveitam o fato de serem um festival internacional, onde os grandes nomes gringos são os principais responsáveis pela venda de ingressos. “Os principais vendedores de ingressos ali são os grandes nomes internacionais, e isso nos dá liberdade para arriscar mais e apostar em artistas que não necessariamente estão no circuito de festivais”, explica.
Isso, de acordo com o curador, dá liberdade para a organização arriscar mais e investir em artistas que nem sempre estão no circuito dos festivais nacionais.
