Angra celebra legado unindo passado, presente e futuro em show histórico
Com nove integrantes, o show épico celebrou o álbum Rebirth e André Matos, se despediu de Fabio Lione e oficializou Alirio Netto como novo vocalista
A noite do último domingo (26) transformou o Bangers Open Air 2026 em um verdadeiro santuário para os amantes da música pesada, cravando um marco inesquecível na cronologia do rock e do heavy metal nacionais. Em uma apresentação que transbordou excelência técnica e uma profunda carga emocional, o Angra subiu ao palco com uma formação monumental de nove integrantes, unindo o passado e o presente da banda para entregar um espetáculo que celebrou não apenas a sua própria trajetória, mas toda a força, a resiliência e a relevância do gênero musical dentro e fora do Brasil.
Angra celebra sua história e futuro
A grandiosidade desse show especial, realizado a convite direto da organização do evento, foi desenhada para ser uma viagem pela “árvore genealógica” do Angra. O espetáculo de mais de duas horas foi meticulosamente dividido em atos que permitiram ao público testemunhar, em tempo real, a evolução da identidade sonora da banda.
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Angra Reunion no Bangers Open Air 2026 (Fotos: reprodução/ Instagram/ Anders Carvalho/ @aradiorock)
Um dos momentos mais simbólicos da noite foi a oficialização da mudança na linha de frente: enquanto o experiente Fabio Lione encerrava sua trajetória no grupo, o palco serviu como plataforma de estreia para Alirio Netto. Já amplamente consagrado e respeitado na cena do metal nacional, Alirio assumiu o posto com uma energia renovada, alternando-se no microfone com Fabio Lione em uma dinâmica que uniu a despedida de um ciclo ao início promissor de outro.
Angra emociona público com nostalgia e homenagens
O clima de nostalgia e celebração atingiu seu ápice no segundo ato da apresentação, quando os músicos atuais Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde abriram espaço para o retorno de figuras fundamentais do passado. A reunião da chamada “Nova Era” trouxe Edu Falaschi, Kiko Loureiro e Aquiles Priester de volta ao palco para uma performance de celebração aos 25 anos do álbum Rebirth (2001).
O quinteto reviveu a magia do álbum que marcou o renascimento do grupo no início dos anos 2000, provando que a química entre esses instrumentistas virtuosos permanece intacta e capaz de arrepiar multidões com a mesma intensidade de duas décadas atrás.

Angra reúne músicos no Bangers Open Air 2026 (Foto: reprodução/Instagram/Leca Suzuki/@rollingstonebrasil)
Para encerrar a noite com uma carga emocional ainda mais profunda, o ato final reuniu todos os músicos e vocalistas em uma celebração coletiva que unificou o passado, o presente e o futuro da instituição Angra. O telão e o sistema de som do festival foram tomados pela imagem e pela voz do saudoso André Matos em uma homenagem comovente durante a performance de Silence and Distance, um gesto de respeito sagrado ao legado do Maestro que moldou o DNA do metal sinfônico no Brasil e foi o primeiro vocalista e membro fundador do Angra.
A apoteose final, ao som do “hino” Carry On, selou o encontro como o evento mais importante da história recente do gênero no país, reafirmando que, apesar das mudanças de formação, a essência criativa da banda continua sendo uma fonte de inspiração e união entre múscios e fãs.
