Desfile da marca Alexander McQueen explora universo de bonecas e perfeição quebradiça
Diretor criativo Sean McGirr apresenta a quinta coleção para maison com bonecas, máscaras e olhares vidrados, explorando perfeição e fissuras na passarela
Sean McGirr apresentou no último domingo (08), sua quinta coleção para a Alexander McQueen durante o desfile de inverno 2026 em Paris. Inspirado em conflitos psicológicos e na busca obsessiva pela perfeição e performance, o estilista transformou a passarela em um universo de bonecas com modelos impecáveis, máscaras e olhares vidrados, explorando a tensão entre fachada polida e fissuras inesperadas.
No desfile de inverno 2026 da Alexander McQueen, McGirr levou a passarela a um universo ao mesmo tempo elegante e inquietante. Modelos com produções detalhadas e máscaras cuidadosamente trabalhadas pareciam personagens de um mundo de bonecas, com olhares fixos e movimentos precisos.
A coleção brinca com a aparência de perfeição que, aos poucos, revela fissuras e imperfeições, trazendo à tona o contraste entre o controlado e o imprevisível, sempre com o toque rebelde que define a maison.
Conflito e perfeição: a mente por trás da coleção
Nos bastidores, Seán McGirr explicou que a inspiração veio de conflitos internos e da busca obsessiva pela perfeição e performance, um tema que dialoga com o legado subversivo de Lee Alexander McQueen.
Ele também comentou sobre a influência das redes sociais, onde todos editam suas próprias vidas, e como isso intensificou sua atenção aos detalhes das peças, transformando a passarela em uma reflexão sobre controle, fachada e pequenas rachaduras na imagem perfeita.
Coleção Alexander McQueen Inverno 2026 (Foto: reprodução/Estrop/Getty Images Embed)
Técnica e clássicos reinventados
A riqueza dos materiais e a precisão técnica chamaram atenção. Tecidos luxuosos, sobreposições de organza e fios de lurex criam volumes e brilho, além de transmitir sensação de claustrofobia em peças como o vestido acolchoado de Alex Consani.
McGirr recuperou clássicos da maison, como a calça “bumster” e o lenço com caveiras tricotadas à mão, além de reinventar clutches e máscaras dramáticas. O resultado mantém a estética polida da Alexander McQueen, mas com o toque de drama e rebeldia que é a marca registrada da casa.
