Desfile da marca Alexander McQueen explora universo de bonecas e perfeição quebradiça

Diretor criativo Sean McGirr apresenta a quinta coleção para maison com bonecas, máscaras e olhares vidrados, explorando perfeição e fissuras na passarela

11 mar, 2026
Sean McGirr e Alex Consani | Reprodução/Instagram/@sean.mcgirr
Sean McGirr e Alex Consani | Reprodução/Instagram/@sean.mcgirr

Sean McGirr apresentou no último domingo (08), sua quinta coleção para a Alexander McQueen durante o desfile de inverno 2026 em Paris. Inspirado em conflitos psicológicos e na busca obsessiva pela perfeição e performance, o estilista transformou a passarela em um universo de bonecas com modelos impecáveis, máscaras e olhares vidrados, explorando a tensão entre fachada polida e fissuras inesperadas.

No desfile de inverno 2026 da Alexander McQueen, McGirr levou a passarela a um universo ao mesmo tempo elegante e inquietante. Modelos com produções detalhadas e máscaras cuidadosamente trabalhadas pareciam personagens de um mundo de bonecas, com olhares fixos e movimentos precisos.

A coleção brinca com a aparência de perfeição que, aos poucos, revela fissuras e imperfeições, trazendo à tona o contraste entre o controlado e o imprevisível, sempre com o toque rebelde que define a maison.

Conflito e perfeição: a mente por trás da coleção

Nos bastidores, Seán McGirr explicou que a inspiração veio de conflitos internos e da busca obsessiva pela perfeição e performance, um tema que dialoga com o legado subversivo de Lee Alexander McQueen.

Ele também comentou sobre a influência das redes sociais, onde todos editam suas próprias vidas, e como isso intensificou sua atenção aos detalhes das peças, transformando a passarela em uma reflexão sobre controle, fachada e pequenas rachaduras na imagem perfeita.


Coleção Alexander McQueen Inverno 2026 (Foto: reprodução/Estrop/Getty Images Embed)


Técnica e clássicos reinventados

A riqueza dos materiais e a precisão técnica chamaram atenção. Tecidos luxuosos, sobreposições de organza e fios de lurex criam volumes e brilho, além de transmitir sensação de claustrofobia em peças como o vestido acolchoado de Alex Consani.

McGirr recuperou clássicos da maison, como a calça “bumster” e o lenço com caveiras tricotadas à mão, além de reinventar clutches e máscaras dramáticas. O resultado mantém a estética polida da Alexander McQueen, mas com o toque de drama e rebeldia que é a marca registrada da casa.

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