Penha Maia transforma concreto em poesia com coleção inspirada na arquitetura de São Paulo

Coleção “Brutalismo: Corpo Urbano” levou referências à arquitetura paulistana para uma passarela a céu aberto no centro da capital

27 jul, 2026
Desfile Penha Maia |
Reprodução/Instagram/@marcothecreator/@larimariano/@arlindogrund
Desfile Penha Maia | Reprodução/Instagram/@marcothecreator/@larimariano/@arlindogrund

A estilista Penha Maia apresentou, no último domingo (26), a coleção Brutalismo: Corpo Urbano em um desfile realizado no Viaduto Santa Ifigênia, no centro de São Paulo. Com inspiração na arquitetura brutalista e em alguns dos principais marcos da capital paulista, a estilista transformou estruturas de concreto, formas geométricas e elementos urbanos em peças marcadas por volumes e silhuetas esculturais.

Arquitetura ganha nova leitura na passarela

A proposta da coleção foi reinterpretar a arquitetura por meio da moda. Durante a apresentação, Penha Maia explicou que buscou transformar a rigidez do concreto em algo delicado e sensível. “Peguei o bruto, o concreto bruto e transformei numa poesia”, afirmou a estilista.

Entre as principais inspirações estão obras de arquitetos como Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer e outros grandes nomes da arquitetura brasileira. O MASP, projetado por Lina Bo Bardi, aparece reinterpretado em modelagens estruturadas, recortes e construções que remetem às linhas marcantes do edifício.

Cores e volumes traduzem o brutalismo

A coleção aposta em uma cartela de cores dominada pelos tons de cinza, que remetem ao concreto aparente característico da arquitetura brutalista, além do amarelo e o vermelho bombeiro que cria contraste com as formas das peças. Os looks exploram volumes, ombros marcados, sobreposições e estruturas tridimensionais, aproximando a moda da escultura.


Modelo desfilando com uma blusa cinza e uma saia cinza sobreposições amarelas volumosas.

Desfile de Penha Maia (Foto: reprodução/Instagram/@ze_takahashi)


Materiais como espuma, barbatanas e armações ajudam a construir silhuetas arquitetônicas, reforçando a ideia de que as roupas podem dialogar diretamente com os espaços urbanos.

Moda ocupa o espaço da cidade

Escolher o Viaduto Santa Ifigênia como passarela também fez parte do conceito da coleção. No coração de São Paulo, Penha Maia transformou a cidade em extensão da passarela e defendeu a ocupação dos espaços urbanos pelos corpos, especialmente os femininos. As roupas traduzem essa proposta por meio de volumes e formas que reivindicam presença, transformando o vestir em uma manifestação artística 

O desfile deixou um gostinho de estreia. Ao transformar a arquitetura paulistana em moda, Penha Maia apresentou Brutalismo: Corpo Urbano como o início de uma proposta que une arte e identidade brasileira.

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