MFW 2026: Presença feminina e estreias ditam os rumos do inverno no luxo

Milão celebra a liderança das mulheres na moda com desfiles autorais e novos talentos criativos, ditando os próximos passos das passarelas internacionais

24 fev, 2026
Maria Grazia Chiuri estreia na Fendi | Reprodução/Instagram/@mariagraziachiuri
Maria Grazia Chiuri estreia na Fendi | Reprodução/Instagram/@mariagraziachiuri

A presença feminina é o grande foco da edição de outono/inverno da Milan Fashion Week, que começa nesta terça-feira (24). O cronograma oficial da MFW conta com 52 desfiles presenciais e sete apresentações digitais, que ocorrerão até a primeira semana de março.

A temporada de inverno é marcada por três estreias aguardadas: Maria Grazia Chiuri à frente da Fendi, Demna estreando pela Gucci e Meryll Rogge, que desfilará pela primeira vez na Marni. Somando-se aos desfiles de grifes como Prada, Dolce & Gabbana, Ferragamo e Diesel, a programação inclui eventos exclusivos, como o showroom de acessórios da Bvlgari.

Feminilidade em Foco

O evento assume um tom assertivo ao destacar mulheres potentes da indústria. A confirmação deste novo viés para a temporada é o desfile da Emporio Armani, que exibirá, pela primeira vez, as coleções femininas e masculinas de forma unificada. A etiqueta está sob o comando de Silvana Armani e Leo Dell’Orco.

A chegada de Meryll Rogge também gera expectativa. A estilista, que já foi designer da Marc Jacobs e chefe de design da Dries Van Noten, ocupa o cargo que pertenceu a Francesco Risso por uma década. A força feminina segue em voga com o segundo desfile de Louise Trotter, no sábado (28), às 16h; Simone Bellotti, da Jil Sander, também se apresenta pela segunda vez na quarta-feira (25).

Etiquetas como Casa Preti, Simon Cracker, Max Zara Sterck e Tell The Truth debutam nas passarelas físicas. Enquanto isso, grifes tradicionais como Prada, Diesel, Moschino e Dolce & Gabbana seguem confirmadas no line-up.


 

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Cronograma Milão Fashion Week 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@topviewclub)


Panorama das Marcas

A Versace fica de fora do calendário oficial nesta edição; a marca pulou a atual temporada. Pieter Mulier, novo diretor criativo, apresentará sua primeira coleção apenas em setembro. Entre desfiles e conceitos, a temporada milanesa antecipa as tendências do inverno 2026 e os novos pilares da alta moda.

No cenário da moda, o destaque recai sobre grifes que consolidaram sua autoridade estética ao longo das décadas. A Prada, com seu viés intelectual e conceitual, atrai um público de bagagem refinada, ao passo que a Gucci domina o engajamento digital e as tendências do street style contemporâneo.

Em contrapartida, a elegância atemporal de Giorgio Armani e o design utilitário da Max Mara atendem àqueles que priorizam peças duradouras. Já o DNA da Dolce & Gabbana aposta no impacto emocional e nas raízes mediterrâneas. Por fim, o prestígio de casas como Fendi e Missoni reside na excelência do artesanato e na qualidade têxtil — pilares fundamentais para o exigente mercado da moda.

Em um cenário que mescla renovação criativa e o fortalecimento do protagonismo feminino, público e crítica aguardam com entusiasmo as novas propostas da temporada para o outono/inverno de 2026.

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