Maison Margiela anuncia projeto de exposições em diferentes cidades da China
Marca anuncia o projeto “Maison Margiela/Folders”, iniciativa que revisita arquivos físicos e digitais da grife e transforma em quatro códigos fundamentais
A Maison Margiela anunciou neste mês o lançamento do projeto “Maison Margiela/Folders”, iniciativa construída a partir de um mergulho nos arquivos acumulados pela casa ao longo dos anos. O estudo resultou na consolidação de quatro códigos centrais da identidade da grife, que agora ganham vida em exposições e experiências imersivas em diferentes cidades da China. Paralelamente, a marca libera ao público acesso digital a documentos internos, ampliando o alcance do projeto para além das fronteiras físicas.
Conhecida por sua abordagem conceitual e disruptiva, a Maison Margiela reafirma seu posicionamento ao transformar pesquisa e memória em espetáculo cultural. O projeto evidencia como a casa enxerga seus próprios códigos não apenas como elementos estéticos, mas como fundamentos narrativos que sustentam sua história e sua relevância na moda contemporânea.
Artisanal ganha vitrine e reforça legado de alta-costura
A linha Artisanal, dedicada à alta-costura da maison, torna-se protagonista na exposição “Artisanal: Creative Laboratory”, apresentada em Xangai. A mostra reúne 48 criações produzidas entre 1989 e 2025, oferecendo um panorama da evolução criativa da casa e de seu compromisso com a experimentação e técnica.
Ver essa foto no Instagram
“Maison Margiela/Folders” (Foto: reprodução/Instagram/@artfieldofficial)
O desfile de inverno 2026, marcado para o dia 1º durante a semana de moda de Xangai, abre oficialmente a programação na China. A escolha estratégica explica a ausência da marca nas últimas apresentações de alta-costura e prêt-à-porter em Paris, evidenciando uma movimentação geográfica que acompanha a expansão do mercado asiático.
Anonymity, Tabi e Bianchetto celebram identidade e conceito
Em Pequim, a exposição “Anonymity: Our History of Masks” mergulha no conceito de anonimato, um dos pilares mais emblemáticos da Margiela. As máscaras, frequentemente utilizadas para ocultar o rosto de modelos e criadores, simbolizam a valorização da obra acima da figura individual — uma assinatura filosófica da marca.
Ver essa foto no Instagram
“Maison Margiela/Folders” (Foto: reprodução/Instagram/@harpersbazaarukraine)
Já em Chengdu, “Tabi: Collectors” celebra o icônico calçado Tabi, cuja silhueta de dedo dividido se tornou símbolo fashion global. Em Shenzhen, a experiência “Bianchetto: Atelier” convida o público a vivenciar a técnica artesanal da tinta branca aplicada sobre peças, permitindo que consumidores participem ativamente do universo criativo da maison.
Maison Margiela amplia transparência ao liberar arquivos digitais
Além das ativações físicas, a grife disponibiliza gratuitamente, via link no Instagram, o conteúdo de pesquisa e planejamento do projeto. Entre os materiais estão cronogramas de produção, briefings internos e formulários de envio, revelando bastidores raramente compartilhados por casas de luxo.
Nesta terça-feira (24), novos documentos foram adicionados às pastas digitais, ampliando o acesso às etapas de construção do desfile e às reflexões internas sobre cada código da marca. A iniciativa aproxima público e marca, reforçando uma estratégia que combina exclusividade estética com abertura informacional.
Ao transformar seus próprios arquivos em experiência cultural e educativa, a Maison Margiela reafirma sua identidade conceitual e sua capacidade de inovar sem romper com a própria essência. O projeto “Maison Margiela/Folders” não apenas celebra os códigos que definem a grife, mas também redefine a maneira como o luxo dialoga com o público — seja nas passarelas chinesas, seja por meio de um simples clique em um link compartilhado nas redes sociais.
