Frank Gehry e Louis Vuitton Celebram 20 Anos de Design em Hong Kong
Art Basel Hong Kong destaca a parceria entre as duas maisons, com coleção que une arquitetura e moda em peças que desafiam o design tradicional
A edição deste ano da Art Basel Hong Kong destaca a trajetória de duas décadas de colaboração entre a Louis Vuitton e o arquiteto Frank Gehry. O espaço da marca na feira foi estruturado para apresentar a evolução dos projetos conjuntos, focados na aplicação da estética desconstrutivista e orgânica de Gehry em diferentes escalas, do mobiliário urbano ao design de acessórios.
A exposição propõe um percurso cronológico e técnico que detalha o processo criativo entre a maison e o arquiteto. O estande reúne peças que exemplificam a transição de conceitos arquitetônicos monumentais para objetos de consumo, analisando como o uso de materiais e formas fluidas se adapta a diferentes suportes.
Dos horizontes de Paris ao detalhe no pulso
O acervo exposto inclui maquetes de projetos globais assinados por Gehry, como a Fondation Louis Vuitton, em Paris (caracterizada por suas velas de vidro sobrepostas), e a Louis Vuitton Maison Seoul. A exibição desses estudos permite observar a exploração de formas orgânicas e o uso experimental de vidro e metal, que são elementos centrais na linguagem visual do arquiteto.
Além das estruturas de grande porte, a mostra detalha a transposição desses elementos para objetos menores, como na Coleção Capucines, onde as bolsas reinterpretadas utilizam o couro como elemento estrutural para replicar volumes comumente vistos em fachadas de aço.
Ver essa foto no Instagram
Louis Vuitton e Franky Gehry (Vídeo: reprodução/Instagram/@louisvuitton)
Essa mesma lógica é aplicada ao Relógio Tambour, lançamento de 2024 que sintetiza a arquitetura aplicada à relojoaria com foco em ergonomia e precisão geométrica, e aos frascos de perfume, que exploram a curvatura e a refração da luz seguindo a assinatura visual do autor.
Onde a estrutura vira objeto de design
A retrospectiva em Hong Kong enfatiza o processo de desenvolvimento técnico por trás de cada peça. Ao revisitar baús históricos reinterpretados e objetos de vidro que simulam movimento, a exposição demonstra o método de Gehry de testar os limites físicos dos materiais. Diferente do foco puramente comercial da feira, o estande da Louis Vuitton funciona como um portfólio de engenharia e design.
A mostra evidencia como a colaboração de longo prazo permitiu a criação de produtos que desafiam as convenções da moda tradicional, priorizando a experimentação formal e a inovação estrutural em vez de padrões estéticos convencionais.
