Looks dos convidados que roubaram a cena na estreia da Dior
Convidados da Dior em Paris usam looks que unem o luxo histórico à modernidade na estreia da nova coleção de Jonathan Anderson, novo diretor criativo da marca
A Semana de Moda de Paris começou com aquele frio na barriga que só a Dior consegue provocar. Nesta terça-feira (3), o icônico Jardin des Tuileries não foi apenas o cenário, mas o verdadeiro protagonista do desfile de Outono/Inverno. Sob o olhar atento de Jonathan Anderson que assumiu a direção criativa da maison em 2025, a passarela se espalhou ao redor do lago central, com bancos que imitavam as famosas cadeiras verdes do parque, convidando todo mundo a desacelerar e observar o movimento.
Resgatou o espírito dos antigos pleasure gardens do século 17, onde se arrumar para um simples passeio era um evento social de alto nível. E, de fato, a plateia levou esse convite a sério, transformando o jardim em um espetáculo de estilo antes mesmo da primeira modelo cruzar a passarela.
Os Convidados e a Estética de Anderson
O que realmente chamou a atenção nesta manhã não foi apenas a presença de nomes famosos, mas a forma como os convidados pareciam estar em sintonia com a mente de Anderson. Houve uma conexão genuína: as roupas escolhidas pelos convidados não eram apenas peças de luxo, mas pareciam extensões da história contada na passarela. Vimos uma escolha de cores e tecidos que conversavam de perto com a nova coleção, mostrando que a visão do estilista já faz parte do dia a dia de quem dita o estilo hoje.
A sempre impecável Anya Taylor-Joy e a deslumbrante Priyanka Chopra surgiram com produções que equilibravam perfeitamente o rigor clássico da Dior com o toque utilitário e moderno que Anderson tanto preza. Já o fenômeno do K-pop Hyunjin, do Stray Kids, literalmente parou o jardim com um visual que era pura vanguarda, enquanto Willow Smith e a estrela de Bridgerton, Florence Hunt, trouxeram aquele frescor jovem e autêntico que a marca abraça para este inverno.
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Anya Taylor Joy PFW2026 (Foto: reprodução/Instagram/@vogue)
Identidade e Elegância
Até os veteranos de estilo, conhecidos por suas identidades visuais fortíssimas, entraram no jogo estético da temporada. Pharrell Williams trouxe seu olhar visionário em total harmonia com os tons terrosos e as silhuetas estruturadas da coleção. Ao lado dele, a it-girl eterna Alexa Chung e o músico Paul Anthony Kelly mostraram por que continuam sendo referências absolutas: suas escolhas flutuavam entre o clássico e o contemporâneo, respeitando o DNA da casa, mas com o “tempero” urbano de quem vive a Paris de hoje.
Essa reunião de talentos reforçou a mensagem principal de Jonathan Anderson: a moda é uma ponte. É o que conecta o passado real de Catarina de Médici ao asfalto pulsante da metrópole. No fim das contas, o desfile da Dior foi um lembrete gentil — e extremamente luxuoso — de que se vestir com propósito é a nossa melhor forma de ocupar a cidade. Foi, sem dúvida, um convite para a gente se arrumar de verdade, nem que seja apenas para dar uma volta no parque e ser, por um momento, o turista mais elegante da França.
