Liberdade Fashion na After Party da Vanity Fair
Moda real acontece no pós-festa do Oscar, onde os famosos se libertam entre luxo e desapego; estilo segue brilhando após maior premiação do cinema
A madrugada desta segunda-feira (16) não marcou apenas o encerramento das premiações, mas sim o início de um novo espetáculo visual. Com a mudança de cenário para o Los Angeles County Museum of Art (LACMA), a tradicional festa da Vanity Fair revelou um lado mais relaxado e autêntico das estrelas. Sob a nova direção de Mark Guiducci, o evento buscou resgatar uma atmosfera de exclusividade e privacidade, chegando ao ponto de selar as câmeras dos celulares para garantir que os convidados pudessem, finalmente, celebrar sem filtros.
Nesse novo contexto, a passarela vermelha deixou de ser um espaço de protocolos rígidos para se tornar um campo de experimentação. Entre texturas metálicas, plumas e franjas, o que se viu foi o jogo da moda em sua forma mais pura: celebridades transitando entre a elegância absoluta e o conforto necessário para aproveitar a vitória. O objetivo era claro: transformar a festa no destino definitivo para os vencedores, onde a estatueta dourada era o acessório mais cobiçado da noite.
Entre a Repetição Consciente e o Segundo Ato
Um dos movimentos mais interessantes desta edição foi a escolha de alguns grandes nomes por manter o visual da cerimônia principal, provando que a moda sustentável e a confiança no próprio estilo superam a necessidade de trocas incessantes. Wagner Moura reafirmou a força da alfaiataria clássica ao surgir novamente em seu terno preto da Zegna, enquanto Timothée Chalamet manteve seu Givenchy branco, apenas adicionando um toque urbano com tênis Chrome Hearts. Essa atitude humaniza o tapete vermelho, mostrando que repetir um look impecável é, antes de tudo, uma afirmação de personalidade.
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Vanity Fair 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@hylentino)
Por outro lado, houve quem aproveitasse o novo ambiente para apresentar uma faceta completamente diferente. Michael B. Jordan, com seu Oscar de Melhor Ator em mãos, trocou o visual da cerimônia por um conjunto Tom Ford em tons de marrom, equilibrando a formalidade com um ar mais quente e acolhedor. Kylie Jenner também seguiu essa linha de sofisticação sob medida com um Alexander McQueen que exalava o clima de “date night” ao lado de Chalamet, reforçando que a moda pós-Oscar é sobre sentir-se bem enquanto se faz história.
Texturas e Identidades sob as Luzes do LACMA
A estética da noite foi marcada por uma fluidez que o palco rígido do teatro raramente permite. Teyana Taylor, por exemplo, trouxe o minimalismo luxuoso da Chanel em um vestido de cetim branco que priorizava a silhueta, provando que o menos continua sendo muito mais quando o corte é perfeito. Já a presença internacional foi iluminada por Alba Baptista, que em um Elie Saab vermelho vibrante, trouxe o brilho necessário para contrastar com a sobriedade dos tons terrosos que dominaram as escolhas masculinas da noite.
Essa mistura de estilos, que foi do visual gótico-chique de Mia Goth em um Dior impecável às criações volumosas de Harris Reed usadas por Odessa A’zion, define o que é a moda atual: uma colcha de retalhos de identidades. A festa no LACMA não foi apenas uma extensão do Oscar, mas um manifesto de que a moda brilha mais forte quando permite que a essência de quem a veste apareça, seja através de um terno repetido com orgulho ou de uma troca estratégica para celebrar a vitória com conforto e audácia.
