“Generation Gucci” inaugura a era Demna na maison

Novas referências visuais, releituras de arquivos e propostas ousadas revelam o caminho estético que deve orientar a mais nova fase da grife

06 dez, 2025
"Generation Gucci” marca a chegada de Demna à maison após sua saída da Balenciag | Reprodução / @gucci/ Instagram
"Generation Gucci” marca a chegada de Demna à maison após sua saída da Balenciag | Reprodução / @gucci/ Instagram

Demna inaugura sua nova fase na Gucci com “Generation Gucci”, antecipando a estética que deve guiar a maison nos próximos anos. A coleção, apresentada em um lookbook fotografado pelo próprio diretor criativo, marca sua estreia oficial desde que deixou a Balenciaga para assumir o comando da casa italiana — uma das movimentações mais comentadas da indústria da moda nos últimos anos. A mudança não apenas encerrou um ciclo de experimentação radical na Balenciaga, como também abriu caminho para que a Gucci buscasse renovação e reposicionamento sob uma visão mais ousada e provocativa.

“Generation Gucci” funciona como uma prévia dessa transformação. Demna revisita os arquivos da grife e resgata códigos de diferentes épocas, reorganizando-os a partir de seu olhar contemporâneo. O resultado é uma fusão de gerações que conecta passado, presente e o futuro que será apresentado ofi

A “Generation Gucci”

A alfaiataria, uma das assinaturas de Demna, ganha nova dimensão em faille de seda com acabamento levemente desgastado, conferindo ao luxo um ar de rebeldia envelhecida. Os ternos com presilhas apresentam silhuetas rígidas e precisas, enquanto as calças ajustadas equilibram minimalismo e teatralidade — dois polos que o estilista domina com naturalidade.


 

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A alfaiataria traz sofisticação à coleção (Foto: Reprodução/ Instagram/ @gucci)


A coleção também aposta em construções inusitadas, como jeans quase sem costuras aparentes e conjuntos de viagem em seda que evocam nostalgia e funcionalidade. Há ainda peças inspiradas em equipamentos de mergulho, reforçando a fusão entre fantasia e utilitarismo que permeia todo o projeto. Nos casacos, Demna combina seda, pelos e plumas, ampliando a dimensão tátil e o caráter experimental desta nova fase da maison.


 

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Moda e utilidade marcam o estilo da coleção (Foto: Reprodução/ Instagram/ @gucci)


No segmento de festa, minissaias drapeadas, blusas de seda, vestidos em jersey ou chiffon e releituras dos anos 1970 e 1990 compõem a narrativa. Reaparecem a jaqueta racer com a tradicional Faixa Web e os conjuntos de seda com estampas equestres, em uma abordagem que homenageia a herança visual da Gucci ao mesmo tempo, em que atualiza sua relevância cultural.


 

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Tradicional Faixa Web da marca está presente na coleção (Foto: Reprodução/ Instagram/ @gucci)


Acessórios com protagonismo

Os acessórios reforçam o equilíbrio entre simplicidade e subversão. Demna apresenta sapatilhas inspiradas no universo da Valigeria, mocassins de construção leve e stilettos com palmilhas macias ou detalhes metálicos. Entre as bolsas, destacam-se a Lunetta Punonet em canvas monogramado, novas interpretações da Jackie 1961 e uma versão mais estruturada da Dionysus, evidenciando a busca por uma modernidade de linhas precisas e refinadas.


 

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Mocassins e bolsas chamam a atenção na coleção (Foto: Reprodução/ Instagram/ @gucci)


Bolsas estruturadas em couro preto com detalhes metálicos e a tradicional Faixa Web surgem como peças-chave, equilibrando funcionalidade e elegância. As bolsas de corrente dourada adicionam brilho ao look noturno, enquanto os mocassins clássicos ganham protagonismo ao dialogar com silhuetas minimalistas. Em conjunto, sapatos, joias e bolsas ampliam a narrativa visual da coleção, trazendo uma estética que combina atitude escultural, acabamento impecável e um toque de glamour discreto — elementos que reafirmam o novo vocabulário da Gucci sob a direção de Demna.


 

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Bolsas com correntes ganham destaque na coleção (Foto: Reprodução/ Instagram/ @gucci)


Com “Generation Gucci”, Demna deixa claro que sua chegada à maison não representa apenas uma troca de comando, mas o início de uma redefinição profunda da identidade da marca. Ao reorganizar símbolos do passado com uma linguagem atual, o diretor criativo posiciona a Gucci novamente no centro das discussões sobre inovação e luxo. Sua transição da Balenciaga para a casa italiana indica um novo ciclo para ambas as grifes, marcando o começo de uma fase em que tradição, irreverência e precisão técnica caminham lado a lado.

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