Doji aposta em inteligência artificial para revolucionar provadores virtuais de moda

Aplicativo cria avatares com IA para provar roupas digitalmente em uma experiência que mistura compra online e laboratório fashion

07 maio, 2026
Alexandre Pavão no aplicativo Doji | Reprodução/Instagram/@alxndpv
Alexandre Pavão no aplicativo Doji | Reprodução/Instagram/@alxndpv

Para todos os fashionistas dos anos 2000 que assistiram ao filme “As Patricinhas de Beverly Hills” e sonhavam em ter um closet digital igual ao da protagonista, Cher Horowitz, interpretada por Alicia Silverstone. Com o Doji isso é possível, o aplicativo cria looks a partir da inteligência artificial, algo muito mais prático do que todas as outras tentativas falhas de poder viver esse sonho.

O aplicativo está chamando atenção nas redes sociais, e principalmente no universo fashion, por unir três elementos que estão muito em alta: a inteligência artificial, a moda e a experiência personalizada, tudo isso em uma única plataforma. O Doji está disponível para mais de 80 países, apenas para iPhone e em formato de acesso limitado por meio de convite.

A nova geração dos provadores virtuais

Doji usa a IA para criar um avatar personalizado que se assemelha ao usuário. Para isso, a plataforma solicita selfies e fotos de corpo inteiro para reproduzir as características físicas com a maior precisão possível, levando em consideração que é uma representação digital com traços mais genéricos. Depois disso, o usuário consegue “experimentar” peças digitais de diferentes marcas e visualizar como os looks ficaram nele mesmo.

Além do provador virtual, o aplicativo também aposta na interatividade, colocando uma experiência semelhante às redes sociais. É possível salvar combinações, compartilhar produções, seguir criadores de conteúdo e explorar sugestões de styling feitas por outras pessoas.


O estilista Alexandre Pavão também está usando Doji (Foto: reprodução/Instagram/@alxndpv)


A proposta do Doji é transformar o ato de consumir moda em entretenimento e uma descoberta de estilo, principalmente com as sugestões de estilo e combinações que são oferecidas, que acompanham o timing da moda e dos eventos.

Com esse tipo de tecnologia, é possível começar a questionar uma mudança no comportamento do consumidor. Por causa das redes sociais, o debate sobre o consumo desenfreado ganhou destaque, enquanto outras pensam com cautela antes de investir em uma peça, procurando roupas que realmente valham a pena e que às vezes tragam experiências personalizadas.

A empresa por trás do Doji

A startup foi fundada em 2025 por Dorian Dargan e Jim Winkens. Dargan, com experiência no VisionOS da Apple e na Meta em jogos e experiências para o Óculos Quest e Winkns, trabalhou na DeepMind como pesquisador e, depois, em um produto de consumo baseado em IA generativa no Google.


 

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Alguns avatares do Doji (Vídeo: reprodução/Instagram/@doji_com)


Os empresários receberam um investimento de US$ 14 milhões das empresas Thrive Capital, também investidora da marca Skims, da Kim Kardashian, e Seven Seven Six Ventures, para colocar em prática modelos com o uso de IA. Dorigan ainda acredita que o Dojin se destaca na representação humana, por conta da sua experiência com design de avatares.

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