Chanel Outono/Inverno 2026 revisita clássicos e ousa com texturas

Inspirado na visão de Coco, o estilista resgata a essência dos anos 20 com silhuetas clássicas e celebra a liberdade feminina na passarela

10 mar, 2026
Modelo no desfile da nova coleção da Chanel em Paris | Reprodução/ Instagram/ @fashionweek
Modelo no desfile da nova coleção da Chanel em Paris | Reprodução/ Instagram/ @fashionweek

Nesta temporada de moda em Paris, a aguardada coleção Chanel Outono Inverno 2026 provou que a lendária grife francesa está passando por uma metamorfose.

Na última segunda-feira (09), sob a direção criativa de Matthieu Blazy, franco-belga de 41 anos, a marca apresentou um desfile que revisita os clássicos e ousa nas texturas, inspirando-se diretamente em uma reflexão poética da própria fundadora da maison sobre a dualidade e a liberdade feminina.

Estilista explora dualidade feminina

O estilista usou como ponto de partida uma famosa fala de Gabrielle “Coco” Chanel sobre o direito da mulher de ser uma lagarta funcional durante o dia e uma borboleta deslumbrante na hora de sair à noite, conforme sua vontade.

Neste sentido, o diretor criativo da casa celebra a liberdade feminina de se transformar e expressar por meio da moda como preferir e quando desejar. Para a fundadora da casa, devem existir “vestidos que rastejam e vestidos que voam”. Esse pensamento se traduz na passarela de Blazy com o contraste do daywear, confortável para o dia a dia, e o eveningwear, marcado pelas roupas de gala, fantasia e extravagância.


 

 

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Desfile Outono/Inverno Chanel 2026 (Foto: Reprodução/Instagram/@chanelofficial)


A proposta da Chanel para a coleção Outono Inverno Ready to Wear 2026 retorna às silhuetas e criatividade inovadora de Coco Chanel nos anos 1920, década na qual a estilista havia acabado de se estabelecer definitivamente no mundo da moda. O desfile, marcado por vestidos de cintura baixa, designs clássicos da grife e silhuetas que podem parecer simples à primeira vista, foi um espetáculo de técnicas de alta-costura.

Alfaiataria ganha novas texturas

A alfaiataria que consagrou a Chanel ganhou novos ares nas mãos de Blazy, que substituiu as bases tradicionais por alternativas surpreendentes, como gaze, fios de lurex e malhas com textura canelada. Explorando o contraste entre o utilitário e o luxo, as típicas camisas de estética corporativa foram construídas com o clássico tweed bouclé.


 

 

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Desfile da coleção Outono Inverno Chanel 2026 (Vídeo: Reprodução/Instagram/@chanelofficial)


Já a linha de vestidos apresentou opções que iam desde modelos repletos de ricos bordados até peças mais fluidas e esvoaçantes em seda pura, resgatando a essência despojada e livre que marcou a década de 1920. Os sapatos abraçam os pés e brilham com combinações e textura de couro, enquanto as bolsas tote e duplicadas revisitam modelos clássicos da marca e exageram os tamanhos.

Cenário exibe marca em construção

O cenário construído para o desfile no Grand Palais surpreendeu com o conjunto de andaimes, guindastes e elementos de obras. Se o canteiro de obras montado no Grand Palais simboliza que a Chanel de Blazy segue em construção, o veredito do público aponta que esse novo alicerce já é muito sólido.

Ao final da apresentação da Chanel Outono Inverno Ready to Wear 2026, ficou claro que o estilista conseguiu capturar a atitude da mulher contemporânea que, independentemente do peso das texturas ou dos bordados intrincados, carrega leveza e identidade, refletindo perfeitamente a premissa de Coco Chanel: o poder de transitar entre o básico e o extravagante com total naturalidade.

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