Celine Dion recria vestido Chanel do Oscar de 1997

Celine Dion recriou o vestido Chanel que usou no Oscar de 1997, com 6 mil pedrarias, colar de 67 quilates e mais de 1.380 horas de trabalho manual

15 out, 2026
Celine Dion recria, em Paris, o vestido Chanel que usou no Oscar de 1997 | Reprodução/Instagram @chanelofficial

Celine Dion apareceu em Paris com um vestido que muita gente reconheceu de longe. A cantora canadense recriou o look da Chanel que usou no Oscar de 1997, agora em versão de alta-costura, e transformou o momento em uma homenagem a ela mesma.

O vestido novo foi assinado por Matthieu Blazy e levou mais de 1.380 horas para ficar pronto nos ateliês da marca, com milhares de pedrarias e miçangas bordadas à mão. Para completar, ela ainda usou um colar com mais de 67 quilates de diamantes. Quase 30 anos depois da cerimônia, o visual continua rendendo assunto, e dá para entender o motivo.

Do Oscar de 1997 aos palcos de Paris em 2026

Refazer um look que ficou famoso é um desafio, porque todo mundo já tem o original na memória. Celine Dion encarou a ideia e voltou ao vestido da Chanel que usou no Oscar de 1997, uma peça da coleção de Primavera daquele ano da maison francesa. A versão nova foi feita sob medida para reproduzir o efeito brilhante do vestido de quase três décadas atrás. A homenagem tem um lado nostálgico, mas também mostra como a moda gosta de olhar para o próprio arquivo. Resgatar uma peça histórica com técnicas e materiais de hoje é uma forma de celebrar quem a vestiu e de lembrar momentos que marcaram a cultura pop.


 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Views (@viewsfrance)

Celine Dion no Oscar de 1997, com o vestido Chanel que inspirou a nova versão (Foto: reprodução/Instagram/@viewsfrance)


 A escolha também combina com a fase de Celine nos palcos de Paris, onde os looks dela têm sido um capítulo à parte: peças de Dior, Givenchy e Tom Ford já passaram por lá. O vestido foi desenhado por Matthieu Blazy e produzido nos ateliês históricos da Chanel, na Rue Cambon. Ao todo, foram mais de 1.380 horas de trabalho artesanal. Para ter ideia, dá cerca de 57 dias seguidos, sem pausa nem para dormir. Esse nível de dedicação é o que define a alta-costura: peças feitas à mão, com acabamento minucioso e sem pressa.

Mais de 1.380 horas de trabalho no ateliê

A modelagem é strapless, no estilo sereia, com estrutura de bustier no busto. O que mais chama atenção é o degradê: o tecido começa em um prata cintilante no corpete e vai escurecendo até chegar a um azul-marinho profundo na barra da saia, que tem fenda frontal. Os bordados somam mais de 6.000 pedrarias e 5.000 miçangas, e o decote ganhou detalhes de ráfia, uma fibra natural que dá textura à peça e quebra um pouco o brilho.

Para combinar com o look e ter o mesmo impacto de 1997, Celine Dion também resgatou a inspiração da joia original. Ela usou uma versão atual do colar Comète, da Chanel, feito em platina e ouro branco 18k, no formato de estrela cadente. São 1.080 diamantes que somam mais de 67 quilates e conversam direto com o brilho do vestido. O resto da produção foi mais discreto. O cabelo estava preso em um coque polido, e nos pés ela usou scarpins pretos de cetim. A escolha deixou o vestido e o colar como protagonistas, sem competir com nenhum outro elemento.

No fim das contas, a aparição de Celine Dion em Paris mostra que moda também é memória. Quase 30 anos depois do Oscar de 1997, ela voltou ao mesmo ponto de partida com uma peça nova, cheia de técnica e história, e provou que um look bem pensado não perde a força com o tempo. Para quem acompanhou aquele momento na época, é um reencontro cheio de lembranças. Para quem está conhecendo agora, é uma boa aula de como a alta-costura sabe transformar o passado em novidade.

Mais notícias