Angelina Jolie brilha em Paris com vestido Givenchy na première de “Couture”
Peça apresenta bordados metálicos que cobrem o corpo como uma segunda pele e criam textura, brilho e movimento; vestido sintetiza nova fase da marca
Angelina Jolie foi o centro das atenções na estreia de Couture, na última segunda-feira (09), em Paris. No tapete vermelho, a atriz apostou em um vestido Givenchy bordado, de transparência sutil e caimento preciso, que sintetiza a nova fase da marca sob o comando de Sarah Burton.
A peça brinca com a ideia de nude sem nunca cair no óbvio: bordados metálicos cobrem o corpo como uma segunda pele, criando textura, brilho e movimento. A modelagem longa, que acompanha a silhueta até os pés e termina em franjas delicadas, equilibra sensualidade e elegância na medida certa. Nos pés, scarpins pretos de bico fino trazem contraste e sobriedade ao visual, deixando o protagonismo todo para o vestido. O styling enxuto, cabelo solto, maquiagem suave, poucos acessórios, reforça a proposta de um glamour contido, daqueles que não precisam disputar atenção.
A escolha faz sentido também pelo contexto. Couture, dirigido por Alice Winocour, se passa durante a Semana de Moda de Paris e acompanha uma cineasta norte-americana diante de um diagnóstico de câncer de mama. Há uma camada simbólica interessante entre moda, corpo e narrativa, e Jolie, que já falou publicamente sobre sua própria experiência com saúde, surge vestindo alta-costura com uma presença serena e segura.
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Angelina Jolie posa no tapete vermelho da estreia de Couture em Paris (Foto: reprodução/Instagram/@givenchy)
Givenchy
Criada em 1952 por Hubert de Givenchy, em Paris, a marca surgiu com a intenção de proporcionar uma elegância mais leve dentro da alta-costura francesa do pós-guerra. Desde o início, apostou em cortes precisos, silhuetas alongadas e uma sofisticação que não dependia de exageros.
A relação próxima com Audrey Hepburn ajudou a projetar esse estilo para além das passarelas, consolidando uma imagem de refinamento atemporal. Ao longo das décadas, diferentes direções criativas reinterpretaram esse legado, mantendo a Givenchy relevante entre tradição e renovação constante.
Sarah Burton
Nomeada diretora criativa da Givenchy em 2024, Sarah Burton chega à marca após uma trajetória consolidada na moda britânica, reconhecida pelo domínio técnico e pela sensibilidade ao trabalhar a silhueta feminina. Sua entrada marca um novo capítulo para a grife francesa, com a expectativa de um olhar atento à alta-costura, à alfaiataria e ao rigor de construção.
A escolha reforça a intenção de alinhar herança e contemporaneidade sob uma direção criativa com forte identidade autoral, algo que já começa a aparecer em aparições como essa no tapete vermelho.
