Zubeldía diz que escolha de Hulk no lugar de John Kennedy foi consciente
Comandante tricolor detalhou os motivos da titularidade do reforço na estreia contra o Bragantino e o papel reservado a John Kennedy no banco
De volta aos gramados após mais de 30 dias de pausa no Campeonato Brasileiro, o Fluminense buscou o empate por 1 a 1 diante do Bragantino na última sexta-feira (17), com gol de Ignacio aos 57 minutos da etapa final. Na entrevista coletiva, o técnico Zubeldía foi questionado sobre a escolha de iniciar a partida com Hulk no lugar de John Kennedy e aproveitou para justificar a decisão, além de avaliar o desempenho do novo camisa 7 em sua estreia tricolor.
O treinador explicou que a disputa pela vaga era equilibrada, mas que optou por dar a titularidade ao recém-contratado, mantendo o outro atacante como opção para o segundo tempo. “É uma posição em que conto com bons nomes, e avaliamos que fazia mais sentido iniciar com o Hulk. O John seguia como opção de peso no banco, ele já sabe o que representa entrar em campo no Maracanã e tem histórico de bom desempenho nesse cenário. Eu estava convicto de que deveríamos começar com o Hulk, deixando o John como alternativa para o decorrer da partida. Em outra ocasião, pode ser o John, ou outro atleta, a iniciar como titular.“
Elogios à estreia de Hulk
Titular na partida, Hulk teve boas oportunidades ao longo do jogo, principalmente em finalizações de fora da área. Zubeldía não poupou elogios ao desempenho do ex-Atlético-MG logo em sua primeira atuação com a camisa do Fluminense. “Antes de qualquer análise, é importante dizer: o Hulk é um artilheiro nato, um jogador construído para fazer gols. Nos últimos anos, sua capacidade de marcar tem se sobressaído até mesmo em relação ao seu posicionamento em campo, e isso é o dado mais relevante quando avaliamos suas estatísticas de temporada“, disse o comandante.
Segundo o técnico, o atacante teve entre cinco e seis chances claras de ampliar o placar, divididas entre finalizações de média distância e lances mais próximos da grande área. Ele também comentou sobre a função tática ideal para o jogador dentro do time: “Quando ele atua pela ponta direita, o lateral rival fica mais preso defensivamente, sem tanta liberdade para subir ao ataque. Por isso, acredito que a posição ideal para ele seja mais centralizada, como um camisa 9 ou um pouco recuado, atuando como referência ofensiva.“
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Fluminense e Bragantino ficaram no 1 a 1 no Maracanã (Vídeo: Reprodução/Instagram/@fluminensefc)
Zubeldía ainda reconheceu que a equipe teve dificuldades na construção das jogadas ao longo da partida, atribuindo o problema tanto à qualidade do adversário quanto ao retorno após a pausa do calendário. “Hoje enfrentamos um adversário jovem e veloz, e nossa equipe cometeu mais imprecisões na saída de bola do que o habitual, seja pelo retorno após a pausa, seja por outros fatores. Perdemos bolas em lances longos e curtos que normalmente não erramos. Aliás, o gol sofrido nasceu justamente de uma perda de bola em transição, uma das poucas chances reais criadas pelo Bragantino.“
Próximo desafio pela frente
Com a rotação de elenco explicada, o técnico reforçou que a gestão de minutagem seguirá sendo uma prioridade nas próximas rodadas, especialmente diante do calendário apertado do time. O Fluminense volta a campo pelo Brasileirão no domingo da próxima semana, quando enfrenta o Grêmio em Porto Alegre, às 18h30 (horário de Brasília), em mais um teste para as escolhas do comandante tricolor.
