Jornal alega que resistência interna barra liderança de Vini Jr no Real Madrid

Tablóide espanhol Marca detalha que atritos em treinos e clima pesado no elenco fazem parte dos jogadores rejeitarem Vini Jr como referência no Real Madrid

08 maio, 2026
Vini Jr | Reprodução/Instagram/@vinijr
Vini Jr | Reprodução/Instagram/@vinijr

O jornal Marca desta sexta-feira (08) revela que o vestiário do Real Madrid está partido ao meio e a liderança de Vini Jr é o estopim da crise. Parte do elenco contesta abertamente o brasileiro e questiona se o critério de antiguidade ainda serve para um grupo que se sente sem rumo. O clima pesado mostra que muitos colegas já não veem em Vini a postura necessária para guiar o time em um momento de tanta pressão.

O desgaste cresceu em outubro de 2025, quando Vini e Valverde pararam de esconder o ranço com a rigidez tática do agora ex-técnico Xabi Alonso. O que era uma reclamação sobre treinos mecânicos virou pretexto para fritar o treinador, expondo as frustrações do atacante com as constantes entradas e saídas do time. Entre brigas no CT e um ambiente fragmentado, o Real Madrid tenta agora gerenciar um capitão que já não fala por todos.

Sabotagem isolou Vini Jr no vestiário

Essa crise no Real Madrid ganhou contornos de novela mexicana com os novos detalhes revelados pelo “Marca”. O vestiário virou um campo de batalha: de um lado, quem abraçava o projeto tático de Xabi Alonso, como Tchouaméni; do outro, o grupo liderado por Vini Jr e Valverde, que não engolia a rigidez do treinador. A situação era tão infantil que jogadores chegavam a fingir que estavam dormindo durante as reuniões técnicas, o que arrancou um grito de desabafo de Xabi, que se sentia em um “jardim de infância”.


 

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Publicação do Jornal Marca sobre a rejeição de Vini Jr na liderança do Real Madrid (Foto: reprodução/Instagram/@marca)


O ponto sem volta aconteceu no clássico contra o Barcelona, em que a insatisfação de Vini Jr ficou exposta para o mundo todo. Aquela foi a gota d’água que derrubou o técnico em janeiro, mas a chegada de Álvaro Arbeloa não trouxe a paz esperada. Ele encontrou um elenco emocionalmente destruído e dividido por uma sensação de traição: uma parte do grupo sentia que o projeto de Xabi foi sabotado por quem não queria se adaptar a uma rotina mais exigente.

Hoje, o clima que Arbeloa tenta gerenciar é de pura desconfiança. O “clã” que apoiava o antigo técnico, com Tchouaméni à frente, ainda não digeriu a forma como as coisas terminaram, o que isola ainda mais Vini Jr. O que deveria ser um time unido em busca de títulos se transformou em um ambiente rachado, em que o diálogo deu lugar ao silêncio e as rusgas do passado ainda ditam o ritmo dos treinamentos.

Socos no vestiário e contestação final ao comando

A hostilidade transbordou nesta semana e atingiu o limite com relatos de agressões físicas entre Tchouaméni e Valverde. O racha silencioso virou guerra aberta, transformando o centro de treinamentos em um cenário de confronto direto. Com resultados ruins em campo, a diretoria vê um ambiente que fugiu completamente do controle administrativo e humano.

No olho do furacão, a autoridade de Vini Jr balança porque o grupo não o enxerga como alguém capaz de acalmar os ânimos. O debate interno é implacável: argumenta-se que ele e Valverde não possuem o perfil para mediar crises, por terem sido os primeiros a desafiar o comando meses atrás. Entre trocas de socos e discussões, o clube busca desesperadamente uma nova referência para salvar o que restou da temporada.

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