Sinner cobra Roland Garros sobre receita de premiação

Tenista acredita que porcentagens são inferiores ao que os demais torneios pagam e pede respeito aos atletas; Grand Slam pagará 61,7 milhões de euros em 2026

07 maio, 2026
Jannik Sinner durante partida em Indian Wells | Reprodução/X/@janniksin
Jannik Sinner durante partida em Indian Wells | Reprodução/X/@janniksin

Jannik Sinner criticou nesta quinta-feira (7) a premiação destinada aos atletas em Roland Garros e afirmou que os jogadores se sentem desrespeitados pela organização do torneio. No mês passado, o Grand Slam francês anunciou uma premiação de cerca de R$ 360 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados aos campeões das chaves masculina e feminina.

Cobrança do Sinner e valores

O número 1 do mundo, ao lado dos demais tenistas do top 10 da ATP e da WTA, enviou uma carta conjunta cobrando o torneio sobre a divisão das receitas do Grand Slam, mas não obteve resposta. Segundo o italiano, além da questão financeira, os atletas também pedem melhorias relacionadas ao bem-estar dos jogadores e maior participação em decisões importantes ao longo do circuito.


Entrevista coletiva do Sinner a respeito dos valores pagos em Roland Garros (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Julian Finney)


Para Sinner, os valores estão abaixo do que os atletas consideram justo, e é preciso expor a situação em vez de mantê-la restrita aos bastidores, como vinha acontecendo. Atualmente, menos de 15% da receita total do torneio é destinada aos jogadores, percentual inferior ao distribuído pela ATP e pela WTA nas demais competições ao longo dos anos.

Nesta temporada, o torneio francês anunciou uma premiação recorde após pressão dos atletas, com valores na casa dos 61 milhões de euros, cerca de R$ 360 milhões — um aumento de 9,5% em relação ao que foi pago em 2025.

Sabalenka projeta boicote aos Grand Slams

Já nesta semana, a bielorrussa Aryna Sabalenka, atual número 1 do mundo, levantou a possibilidade de um boicote dos atletas aos Grand Slams caso a situação não mude. Para ela, uma paralisação dos torneios poderia ser a “virada de chave” para tornar os valores mais justos.

Sinner não se mostrou favorável ao ultimato, mas também não descartou completamente a possibilidade. O italiano acredita que o ponto principal entre as duas partes é o respeito, algo que, na visão dos jogadores, não vem acontecendo neste momento.

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