Após eliminação na Copa a Seleção Brasileira deve iniciar reconstrução para novo ciclo
Goleiros, laterais e meio-campo devem passar por renovação, enquanto ataque reúne jogadores que podem chegar ao próximo Mundial no auge da carreira
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 marca o fim de mais um ciclo frustrante para o futebol nacional. A derrota para a Noruega, neste domingo (5), ampliou o jejum que já dura 24 anos sem conquistar o Mundial e mostrou mais uma vez um incômodo histórico: o Brasil caiu diante de uma seleção europeia em mata-matas do torneio.
Agora, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) volta suas atenções para o próximo ciclo de 4 anos, visando à Copa do Mundo de 2030. A competição terá sede principal na Espanha, em Portugal e no Marrocos, além de partidas inaugurais na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.
Apesar da eliminação precoce, a direção da CBF já sinalizou que pretende manter a estabilidade no comando técnico. O diretor de seleções, Rodrigo Caetano, garantiu a permanência de Carlo Ancelotti até o Mundial de 2030, defendendo a continuidade do trabalho iniciado em 2025.
Renovação da base será prioridade
O próximo ciclo da Seleção Brasileira deve ser marcado por uma renovação gradual do elenco, mesclando jogadores experientes com jovens promessas. A reformulação começa pelo gol. Alisson, de 33 anos, e Ederson, de 32, titulares nas últimas Copas do Mundo, dificilmente chegarão ao Mundial de 2030 como principais opções da posição, o que reforça a necessidade de preparar novos nomes.
Entre os candidatos a assumir esse protagonismo estão John, do Nottingham Forest, de 30 anos; Bento, do Al-Nassr, de 27; Hugo Souza, do Corinthians, também de 27; e Carlos Miguel, do Palmeiras, igualmente com 27 anos. Todos despontam como opções para o processo de renovação da posição ao longo do próximo ciclo.
Na defesa, alguns jogadores que integraram o elenco nos últimos anos ainda devem seguir como peças importantes. Gabriel Magalhães, do Arsenal, tem 28 anos; Bremer, da Juventus, 29; Éder Militão, do Real Madrid, também 29; e Ibanez, do Al-Ahli, 27. Ao mesmo tempo, a tendência é que a comissão técnica abra espaço para novos nomes, como Alexsandro, do Lille, de 26 anos; Arthur Dias, do Athletico do Paraná, de 19 anos; e Murillo, do Nottingham Forest, de 23 anos, que surgem como uma das promessas para o setor defensivo.
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Escalação da Seleção Brasileira para o jogo contra a Noruega (Foto: reprodução/Instagram/@brasil)
As laterais seguem como um dos principais desafios da Seleção Brasileira para o próximo ciclo. Durante a Copa do Mundo de 2026, a posição voltou a ser alvo de questionamentos, especialmente pelo lado direito, onde a concorrência ainda busca um nome que se consolide como titular.
Entre os jogadores que despontam para a função estão Wesley, da Roma, de 22 anos, que acabou cortado da Copa dias antes da estreia após sofrer uma lesão no amistoso contra o Egito. Também aparecem como opções Arthur, do Bayer Leverkusen, de 23 anos; Dodô, da Fiorentina, de 27; e Yan Couto, do Borussia Dortmund, de 23 anos.
Pelo lado esquerdo, Douglas Santos, do Zenit, pode permanecer como uma alternativa para o próximo ciclo, principalmente pela experiência acumulada. Ao mesmo tempo, a comissão técnica deve observar nomes mais jovens, como Abner Vinícius, do Lyon, de 25 anos, Kaiki, do Como, de 23, e Matheus Bidu, do Corinthians, de 27 anos, que podem ganhar espaço ao longo da preparação para o Mundial de 2030.
No meio de campo, a Seleção Brasileira deve manter parte da base utilizada nos últimos anos. Bruno Guimarães, do Newcastle, de 28 anos, segue como uma das principais referências do setor, ao lado de Danilo Santos, do Botafogo, de 25 anos, Éderson, do Manchester United, de 26, e Lucas Paquetá, do Flamengo, de 29 anos. Entre os nomes no radar para a próxima campanha, estão Andrey Santos, do Chelsea, de 22 anos, Gabriel Sara, do Galatasaray, de 26, e Douglas Luiz, do Aston Villa, de 27 anos.
Setores mais seguros da Seleção Brasileira
Se a defesa passa por um processo de renovação, o ataque aparece como o setor mais consolidado para o próximo ciclo. A tendência é que a base ofensiva seja mantida até a Copa do Mundo de 2030.
Vinícius Júnior, de 25 anos, e Rodrygo, de 25, devem continuar como protagonistas pelos lados do campo. Pelas pontas, Raphinha, de 29 anos, também deve seguir como uma das principais opções ofensivas, principalmente pela experiência adquirida nos últimos anos. Gabriel Martinelli, de 25 anos, se mantém como peça importante pela versatilidade para atuar nos dois lados do ataque, enquanto Rayan, de apenas 19 anos, surge como uma das principais promessas da nova geração e deve ganhar cada vez mais espaço nas convocações. Outro nome que desponta é Estêvão, de 19 anos, considerado uma das maiores joias do futebol brasileiro, além de Savinho, de 22 anos, e Luiz Henrique, de 25, que ampliam o leque de opções para Carlo Ancelotti.
No comando do ataque, Endrick, de 20 anos, deve assumir um papel cada vez mais importante no ciclo rumo a 2030. Além dele, João Pedro, de 24 anos, Igor Thiago, de 25, e Matheus Cunha, de 27, reforçam um setor que reúne juventude e experiência.
Além dos jogadores que já integram a base da Seleção, outros nomes seguem no radar da comissão técnica. Antony, do Betis, de 26 anos, pode voltar a ser uma alternativa pelas pontas. Igor Paixão, também de 26 anos, vive boa fase no futebol europeu e aparece como uma opção para aumentar a concorrência no setor. Já Alisson, de 20 anos, é visto como uma aposta para o futuro e pode ganhar oportunidades ao longo do próximo ciclo, à medida que acumula experiência no futebol profissional.
