RB22 marca estreia da parceria entre Red Bull e Ford na Fórmula 1
Em 2026, a Red Bull assume a produção própria dos motores, apoiada pela nova parceria técnica com a Ford, encerrando a antiga ligação com a Honda
A Fórmula 1 deu o pontapé inicial na temporada 2026 na madrugada desta sexta-feira (16), pelo horário de Brasília, com o lançamento do RB22. O modelo marca a estreia da Red Bull no novo regulamento da categoria. O evento foi realizado em Detroit, nos Estados Unidos, e reuniu o chefe da equipe, Laurent Mekies, além dos pilotos Max Verstappen e Isack Hadjar, representantes do time na F1, e Alisha Palmowski, que defende a escuderia na F1 Academy.
RB22 une estilo retrô e transformação técnica da Red Bull
A pintura representa uma mudança significativa e faz referência aos modelos mais emblemáticos da equipe na Fórmula 1. O RB22 aposta em um tom de azul mais escuro, agora com acabamento brilhante, reforçando a identidade visual do carro. Os detalhes em vermelho e amarelo do logotipo da Red Bull aparecem mais vivos e chamativos, resgatando uma estética clássica, além do retorno do contorno branco ao redor do touro e da marca.
A temporada 2026 marca um novo começo para a Red Bull, que inicia o ano sem nomes fundamentais responsáveis por transformar a equipe em uma potência da Fórmula 1 desde 2005. As saídas de Adrian Newey, Jonathan Wheatley, Christian Horner e, mais recentemente, Helmut Marko simbolizam essa mudança de rumo.
O período de renovação também inclui o fim definitivo da parceria técnica com a Honda. A partir de 2026, a equipe passa a desenvolver suas próprias unidades de potência em Milton Keynes, agora com a participação da Ford, em um projeto que aposta em motores mais eletrificados e no uso de combustível 100% sustentável.
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Detalhes do RB22 (Foto: reprodução/Instagram/@redbullracing)
O movimento representa um passo decisivo da Red Bull rumo a se consolidar também como montadora. Embora a Ford tenha iniciado sua participação focada principalmente na parte elétrica, a parceria acabou se expandindo, impulsionada pelo interesse da fabricante em aprofundar o conhecimento sobre o motor a combustão. Essa união, inclusive, ganhou destaque visual no próprio RB22.
No campo técnico, a grande aposta da Red Bull está ligada a uma interpretação do regulamento que também vem sendo explorada pela Mercedes. A brecha permite trabalhar a taxa de compressão do motor de forma mais eficiente, operando, na prática, acima do valor originalmente previsto. Esse índice é definido pela relação entre o volume do cilindro com o pistão em seu ponto mais baixo e o volume quando ele atinge o topo do curso.
Mesmo ajustes sutis nessa relação podem gerar ganhos relevantes de desempenho. As estimativas apontam para um acréscimo próximo de 15 cavalos de potência, o que, na pista, pode significar algo em torno de três décimos de segundo por volta.
Apesar de a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmar que a situação está dentro da legalidade, a entidade pretende se reunir com as equipes antes do início da pré-temporada, em meio às reclamações feitas pelos concorrentes. Paralelamente, a Red Bull vive um momento decisivo no que diz respeito ao futuro de Max Verstappen.
Max Verstappen no GP de Abu Dhabi 2025 (Foto: reprodução/ Mark Thompson/ Getty Images Embed)
Desempenho do carro define continuidade de Verstappen
Superada a turbulência causada pelo Caso Horner, o desempenho do carro passa a ser o fator determinante para a permanência do piloto. O contrato do neerlandês vai até 2028, mas sua continuidade estaria diretamente ligada à competitividade do modelo. Nesta semana, o jornal alemão “Bild” revelou detalhes sobre cláusulas de saída previstas no acordo, todas condicionadas aos resultados da equipe.
