Paquetá, Lino e mais: veja quem o Flamengo estuda vender no pior cenário sem bets
Clube contava com receitas da Betano para honrar parcelas de contratações caras nos próximos anos
O Flamengo estuda vender Samuel Lino e Lucas Paquetá se a proibição das casas de apostas no Brasil se estender para 2027. A diretoria rubro-negra debateu nos últimos dias como reagir ao impacto financeiro, já que contava com receitas da Betano para honrar parcelas de contratações caras nos próximos anos.
Samuel Lino é apontado internamente como o jogador que renderia mais recursos no ano que vem. O atacante de 26 anos foi valorizado após nova convocação para a seleção brasileira e atravessa bom fim de temporada no clube. De acordo com O Globo, Lino custou 25 milhões de euros ao Atlético de Madrid. O Flamengo quitou uma parcela em 2025 e faltam duas até 2027.
Lino, o mais cotado para sair
A saída de Lino representaria uma solução financeira imediata, uma vez que sua transferência geraria receita em um momento crítico para os cofres rubro-negros. Sua chegada ao Flamengo ocorreu com expectativa de evolução contínua, e o desempenho recente o coloca em posição privilegiada no mercado internacional. O projeto do atacante alinha-se com clubes europeus em busca de reforços ofensivos.
Lucas Paquetá surge como segunda opção de venda pela magnitude dos compromissos financeiros pendentes. De acordo com O Globo, Paquetá custou 42 milhões de euros ao West Ham, com falta de metade do valor até 2027. Desde a chegada ao Flamengo, o meia ainda não se tornou titular absoluto com Leonardo Jardim.
Paquetá, a maior contratação
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), citou a parcela de Paquetá a vencer em 2027 por se tratar da maior contratação do clube. O diretor José Boto deu a entender que os pagamentos podem sofrer atrasos caso o cenário financeiro se agrave.
“Quando o presidente diz ‘como é que eu vou pagar o Paquetá’, não é o salário do Paquetá. É como é que vamos pagar ao West Ham compromissos que assumimos”, afirmou Boto.
Outros atletas aparecem no radar de possíveis negociações. Segundo O Globo, Gonzalo Plata deixou de ir para o Dinamo de Moscou por 12 milhões de dólares e voltou reprovado em exames. O volante Everton Araújo é o que tem mais chance de ser negociado em um primeiro momento, embora esteja lesionado. Lorran foi negociado para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, por cerca de 1,3 milhão de euros.
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Lucas Paquetá em treino pelo Flamengo (Foto: reprodução/Instagram/@flamengo)
A dependência das receitas da Betano é o fator central da crise. De acordo com O Globo, o vínculo atual com o patrocinador máster prevê R$ 268 milhões por ano em receita, com cerca de R$ 40 milhões por ano destinados a pagamentos de atletas. A Betano ainda não notificou o clube ameaçando rescisão, mas admite preocupação com a proibição das bets.
Na avaliação do Flamengo, o recurso da Betano ainda seria suficiente para ir ao mercado em 2026. A verba do patrocinador para este ano foi antecipada para realizar contratações. O cenário preocupante desenhado pela administração vai além de Paquetá. Atletas como Emerson Royal, Joaquín Freitas e Anthony Valencia também têm parcelas futuras comprometidas, ampliando o leque de possíveis saídas caso a proibição das apostas se concretize.
