Lionel Messi ambiciona ter seu próprio clube após aposentadoria como jogador
Atleta argentino revela seu plano de construir uma equipe do zero após a aposentadoria e descarta completamente a ideia de se tornar técnico
Num momento de reflexão sobre o futuro, o astro argentino Lionel Messi delineou com clareza os seus projetos para a vida após terminar a carreira nos relvados. Em declarações exclusivas ao canal “Luzu TV”, o heptacampeão da Bola de Ouro afastou a possibilidade de se tornar treinador, revelando, em contrapartida, uma ambição de gestão: o desejo de fundar e desenvolver um clube de futebol desde a sua base. Esta visão projeta-o para um papel de construtor, influenciando diretamente o destino de uma instituição desportiva.
Projeto de um clube próprio
Mais do que uma mera aventura empresarial, o plano de Messi é movido por um objetivo social e formativo. “A ideia de ser treinador não me atrai. A minha paixão está em ser proprietário, em criar algo do zero e elevá-lo a um grande patamar”, explicou o craque. A motivação central, conforme detalhou, é gerar oportunidades. “Desejo proporcionar aos jovens a possibilidade de se desenvolverem e alcançarem objetivos significativos através do futebol. Entre as opções, isto é o que verdadeiramente me entusiasma”, afirmou.
O foco, portanto, está na criação de um projeto desportivo de longo prazo, com um impacto direto na formação de novos talentos.
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Messi é atração e principal referência do elenco do Inter Miami (Foto: reprodução/Instagram/@leomessi)
Este não é um interesse súbito, mas um caminho que já começou a ser trilhado. O seu vínculo atual com o Inter Miami, válido até 2028, inclui uma cláusula que lhe garante uma participação acionária minoritária no clube da MLS, dando-lhe já uma primeira experiência na esfera decisória. Além disso, Messi tem ligações a iniciativas similares no cenário sul-americano.
A sua família está envolvida no Leones FC, presidido pelo seu irmão Matías e que competirá na quarta divisão argentina. Ele também apoiou a fundação do Deportivo LSM no Uruguai, um clube da quarta categoria local criado pelo seu amigo e ex-companheiro Luis Suárez.
Modelo de liderança no pós-carreira
O caminho escolhido por Messi reflete uma tendência entre as grandes estrelas da sua geração, que procuram influenciar o esporte a partir de posições de gestão e propriedade, em vez dos tradicionais cargos de treinador ou presidente executivo. A sua inspiração parece alinhar-se com figuras como David Beckham, um dos fundadores e proprietários do Inter Miami. Recentemente, outro gigante do futebol, Cristiano Ronaldo, também expressou publicamente um desejo idêntico, preferindo a posição de dono à de técnico após se retirar.
A decisão de Messi também lança luz sobre a sua personalidade reservada. Durante a mesma entrevista, o jogador admitiu um estilo de vida mais contido e certa dificuldade na comunicação pública, características que podem alinhar-se melhor com a estratégia de bastidores inerente a um proprietário do que com a exposição diária exigida a um treinador. Esta escolha permite-lhe continuar profundamente ligado ao jogo que ama, mas mediante uma lente mais ampla, focada em estrutura, planejamento e legado institucional.
À medida que se aproxima do final da sua lendária trajetória como atleta, Lionel Messi pavimenta a sua transição para uma nova fase. O seu legado, que já é inigualável em termos de títulos e momentos de magia dentro de campo, promete agora estender-se para além das quatro linhas. O projeto de criar e nutrir um clube do zero simboliza um capítulo final dedicado a devolver ao futebol, oferecendo um palco para que futuras gerações possam, tal como ele, sonhar e brilhar.
