Marrocos chega a 29 jogos invictos antes de enfrentar o Brasil

Time conquistou três títulos continentais e está com a maior sequência invicta entre todas as seleções presentes na Copa do Mundo, com 29 partidas sem perder

08 jun, 2026
Marrocos | Reprodução/X/@TFT_Morocco
Marrocos | Reprodução/X/@TFT_Morocco

No próximo sábado (13), o Marrocos é o primeiro adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e chega com a maior sequência invicta dentre as equipes classificadas para o Mundial. Após ser semifinalista da Copa de 2022, o time fez um ciclo (desde 2023) ainda melhor para 2026: invicto desde agosto do ano passado, a seleção conquistou nesse período o Campeonato Africano de Nações, Copa Árabe e Copa das Nações Africanas, que foi decidida por W.O contra Senegal pela Confederação Africana.

Ciclo praticamente invicto e com três títulos

A sequência de invencibilidade se equivale à da Espanha, na qual também não perde há 29 jogos (desde março de 2024), mas os espanhóis enfrentam o Peru em último amistoso nesta terça-feira (8), quando podem chegar a 30 partidas sem derrota.

Nesse ciclo, entre todas as 48 seleções do Mundial, Marrocos tem o melhor saldo de gols (98), segundo melhor aproveitamento (82,2%), a segunda melhor e mais confiável defesa (0,43 gol sofrido por jogo – sem sofrer gols em 64% dos jogos disputados) e é a quarta seleção que mais jogou no período, com 58 partidas.


Brahím Díaz (Reprodução/Vincent Carchietta/Getty Images Embed)


Último teste antes da estreia contra o Brasil

No último domingo (7), o Marrocos enfrentou a Noruega e empatou por 1 a 1. Os marroquinos abriram o placar com Brahim Díaz e dominaram nos primeiros minutos de jogo, mas perderam o controle e depois tomaram o empate com gol de Odegaard. O novo treinador, Mohamed Ouahbi, que assumiu há apenas três meses, elogiou o nível apresentado pela seleção contra uma ótima Noruega.

“Saímos com uma boa impressão. Não vencemos, mas mostramos coisas muito boas contra um ótimo adversário. É para isso que esses jogos servem, e jogamos bem.”

O técnico gostou tanto do que viu que disse que não há muita coisa para se desenvolver: “Nem tem tanto o que evoluir. O principal é fazer o que fizemos por períodos mais longos (no jogo). Aí vem o ritmo dos jogos, o calor nos Estados Unidos e os treinos intensos que tivemos. Os jogadores não conseguiram manter a intensidade por 90 minutos hoje, mas mostramos muito. “Se conseguirmos reproduzir isso com consistência, estaremos prontos.”

Marrocos, sob a era Ouahbi, teve cinco jogos e não perdeu nenhum. São três vitórias, contra Paraguai, Burundi e Madagascar, e dois empates, contra Equador e Noruega. Nas últimas cinco partidas, a seleção marroquina enfrentou mais seleções fora do seu continente do que no ciclo todo, quando duelou apenas contra Brasil, Bahrein e Peru (venceu duas e empatou uma, respectivamente).

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