Lei Vini Jr. provoca nova expulsão na Copa do Mundo

Fifa aplicou pela segunda vez a regra criada para coibir possíveis ofensas racistas feitas com gestos que escondem a fala dos jogadores em campo

01 jul, 2026
Piero Hincapie | Reprodução/Instagram/@pierohincapie
Piero Hincapie | Reprodução/Instagram/@pierohincapie

O uso da Lei Vini Jr. voltou a chamar atenção na Copa do Mundo de 2026 durante o jogo entre México e Equador. O zagueiro equatoriano Piero Hincapié foi expulso nos minutos finais do segundo tempo, depois de cobrir a boca em uma discussão com o atacante mexicano Santi Giménez. O árbitro de vídeo revisou o lance, que terminou com o jogador levando cartão vermelho.

VAR confirma expulsão

A confusão aconteceu quando o jogo estava sendo finalizado, após Hincapié e Giménez começarem a discutir dentro do campo. No meio da briga, o zagueiro cobriu a boca enquanto falava com o adversário. O atacante mexicano avisou a arbitragem sobre o gesto, e o juiz foi chamado pelo VAR para checar as imagens.

Depois da checagem, o árbitro esloveno Slavko Vinčić decidiu expulsar Hincapié com base na regra da Fifa de impedir possíveis ofensas feitas com a boca coberta. A expulsão aconteceu aos 49 minutos do segundo tempo, pouco antes do jogo terminar.


Hincapié expulso após tampar a boca em discussão (Foto: reprodução/X/@DoentesPFutebol)


O México venceu por 2 a 0 e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe está esperando o resultado da partida entre Inglaterra e República Democrática do Congo para saber quem será o próximo adversário.

Regra amplia fiscalização

Hincapié foi o segundo jogador expulso nesta edição da Copa em razão da chamada Lei Vini Jr. Antes dele, o paraguaio Miguel Almirón também foi expulso por cobrir a boca durante uma discussão em campo, em partida contra a Turquia.

A Fifa criou essa regra depois de um episódio envolvendo Vinicius Júnior, que acusou o jogador Prestianni, jogador do Benfica, de ofensas racistas durante o jogo. O atleta também usou a mão para cobrir a boca durante o ocorrido, o que fez com que ele fosse suspenso por seis jogos em uma decisão tomada pela Uefa.

Ao falar sobre a medida, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que jogadores que tamparem a boca ao fazer comentários de teor racista devem ser expulsos. Ele afirma que a iniciativa tem o intuito de dificultar esse tipo de conduta e fortalecer o combate ao racismo nas competições internacionais.

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