Gabriel Medina quebra jejum e assume vice-liderança da WSL
Sem vencer na elite desde 2023, Medina desbancou o australiano Jack Robinson na final e conquistou etapa das Filipinas; Yago Dora segue em primeiro
Foram 1.285 dias de espera. Depois de mais de três anos sem vencer uma etapa da elite do surfe mundial, Gabriel Medina voltou ao lugar mais alto do pódio. O brasileiro conquistou o título do Philippines Pro na madrugada desta terça-feira (3), em Cloud 9, nas Filipinas, e ganhou força na disputa pelo campeonato mundial de 2026.
A última vitória do tricampeão havia acontecido em Margaret River, na Austrália, em abril de 2023. Desta vez, Medina superou o australiano Jack Robinson na final, por 16,93 a 14,50. Antes disso, também eliminou o compatriota Yago Dora, atual líder do ranking, na semifinal.
O resultado encerrou uma sequência de três vice-campeonatos na temporada. Além disso, levou o paulista da quarta para a segunda colocação da classificação, com 53.210 pontos. Yago permanece na liderança, com 54.950. Italo Ferreira (49.335), Griffin Colapinto (46.195) e Miguel Pupo (45.270) completam os cinco primeiros.
Medina deixa os vices para trás
A conquista em Cloud 9 teve um significado especial para Medina. Depois de chegar a três finais sem conseguir levantar o troféu, o brasileiro aproveitou sua quarta oportunidade para conquistar a primeira vitória do ano.
O desempenho também reforçou sua candidatura ao quarto título mundial. Com a vice-liderança, Medina chega à etapa decisiva do circuito em condições de disputar a ponta do ranking. A diferença para Yago Dora é de apenas 1.740 pontos.
A última parada do Championship Tour (CT) será em Pipeline, no Havaí, entre 8 e 20 de dezembro. O evento definirá o campeão mundial de 2026 e terá uma pontuação maior que as etapas regulares: o vencedor receberá 15 mil pontos.
Os oito primeiros colocados do ranking avançam diretamente ao round 4 da competição. Portanto, Medina e Yago chegam à decisão entre os principais nomes da temporada, em uma disputa que promete definir o campeão apenas nas ondas havaianas.
Medina voltou a vencer depois de 3 anos de jejum no WSL (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Matt Dunbar)
Tubo de 9,43 decide a final
A decisão contra Jack Robinson começou equilibrada. O australiano abriu a bateria com uma onda avaliada em 6,17 pontos. Medina respondeu pouco depois, com 7,50, e assumiu a dianteira.
Robinson tentou reagir em sua segunda onda, mas recebeu apenas 5,00 dos juízes. Na sequência, o brasileiro encontrou uma das melhores ondas de toda a etapa. Medina encaixou um tubo profundo e recebeu 9,43 pontos, abrindo vantagem expressiva e colocando o adversário na combinação.
Com a necessidade de somar duas notas para ultrapassar o brasileiro, Robinson passou a arriscar mais. A cerca de 16 minutos do fim, entrou em um tubo, mas sofreu uma queda e recebeu 6,27.
O australiano ainda conseguiu uma onda de 8,23, suficiente para sair da combinação. No entanto, Medina manteve a prioridade e administrou a vantagem nos minutos finais. Assim, confirmou o título com 16,93 pontos, contra 14,50 do rival.
A vitória também marcou a 18ª conquista de Medina em etapas do Championship Tour. O resultado veio em uma edição inaugural do Philippines Pro, disputada nas ondas de Cloud 9, na ilha de Siargao. As condições foram favorecidas por ondulações consistentes e ondas tubulares, características que tornaram a disputa ainda mais exigente.
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Gabriel no pódio com o troféu da etapa de Cloud9 (Vídeo: reprodução/Instagram/@beachshowsurf)
Medina elimina Yago Dora na semifinal
Antes da decisão, o brasileiro precisou superar um adversário direto na briga pelo título mundial. A semifinal contra Yago Dora começou em ritmo intenso, com Medina abrindo vantagem ao conseguir 8,83 pontos.
O líder do ranking respondeu com uma onda de 7,00. Pouco depois, o tricampeão recebeu 4,17, enquanto Yago somou 6,50 e assumiu a liderança da bateria.
Medina, porém, reagiu com uma onda avaliada em 6,93 e voltou à frente. Com isso, deixou o compatriota precisando de 8,77 pontos para conseguir a virada.
Nos minutos finais, Yago tentou encontrar uma onda capaz de mudar o resultado, mas não conseguiu. Medina confirmou a classificação com 15,76 pontos, contra 13,50 do adversário.
A etapa também teve título brasileiro na disputa masculina e vitória da americana Caitlin Simmers no feminino. Ela superou a australiana Isabella Nichols por 12,00 a 10,77 na decisão.
Agora, todas as atenções se voltam para Pipeline. Com Medina em segundo e Yago na liderança, a última etapa da temporada decidirá quem ficará com a coroa mundial de 2026.
