Flamengo inicia planejamento de 2026 com mudanças pontuais
Dentro das metas do clube para 2026 estão ajustes pontuais: busca por goleiro e zagueiro, saídas de jogadores sem espaço e prioridade por manter base campeã
O Flamengo abriu oficialmente seu ciclo de planejamento para 2026 adotando uma postura rara no futebol brasileiro: nada de revolução, nada de corrida ao mercado. Após uma temporada marcada por títulos e estabilidade, a diretoria trabalha com a ideia de conservar a espinha dorsal do elenco e ajustar apenas o que for considerado indispensável. A prioridade é clara, reposições cirúrgicas, especialmente nas posições fragilizadas por saídas já confirmadas.
Meta em reconstrução e busca por um zagueiro
A reestruturação começa pelo gol. Com o término do contrato de Matheus Cunha e o acerto do goleiro com o Cruzeiro, o Flamengo volta ao mercado pressionado. Gabriel Brazão, do Santos, aparece como o alvo mais concreto e reúne avaliações positivas do departamento de análise.
Na defesa, o nome que ganha força é o de Vitão Bernabei, do Internacional. A sondagem é antiga, mas a necessidade se tornou mais evidente após um 2025 de poucas opções confiáveis na zaga reserva.
Elenco forte, mas com peças fora dos planos
Enquanto busca reforços, o clube também se movimenta para enxugar o elenco. Pablo, que passou praticamente toda a temporada treinando à parte, já tem destino: defenderá o São Bernardo a partir de janeiro.
Outros jogadores vivem situação indefinida e tendem a deixar o clube. Entre eles:
Juninho, que atrai interesse do Bahia;
Michael, pouco utilizado ao longo do ano;
Everton Cebolinha, que manifestou desejo de buscar novos ares;
Allan, sem perspectivas de maior;
Viña, que deixou até de ser relacionado nas rodadas finais.
A avaliação interna é de que a permanência desses nomes não altera o patamar do time, e que uma saída pode, inclusive, abrir espaço para oportunidades de mercado.

Vina com a camisa do Flamengo (Foto: reprodução/X/@Flamengo)
Menos volume, mais critério
Se nos últimos anos o Flamengo se movimentou de maneira agressiva nas janelas, o discurso para 2026 é outro. O clube aposta em um mercado mais racional, mirando posições-chave e deixando de lado contratações por impulso.
Ainda assim, o departamento de futebol trabalha com um cenário: caso surja uma chance realista de trazer um atacante de ponta ou um centroavante que eleve o nível, o movimento pode acontecer. Não há busca ativa, mas há vigilância constante.
Desafio de manter a base campeã
O grande objetivo é preservar a estrutura vencedora de 2025. O clube entende que a maturidade do elenco, somada à continuidade do trabalho, pode render mais uma temporada de protagonismo.
O Flamengo entra em 2026 buscando equilíbrio: reforçar onde é preciso, evitar desmontes e manter o elenco competitivo em todas as frentes. Com um mercado que promete movimentações intensas entre os rivais, a missão rubro-negra é resistir à tentação da pressa, e agir apenas quando houver convicção.
