Fifa apoia Gianni Infantino após polêmicas de venda
Fifa realizou uma reunião de crise em Marrocos e pediu desculpas pelos últimos acontecimentos, envolvendo o presidente Gianni Infantino
Nesta quarta-feira (5), a Fifa chamou alguns funcionários para uma reunião de crise, após polêmicas envolvendo o executivo Gianni Infantino em Marrocos. A entidade se desculpou com as federações-membros pelos erros cometidos ao conduzir a proposta de venda de direitos comerciais da Copa do Mundo. O projeto Fifa Forward Enterprise foi abandonado na semana passada.
Após a reunião, a direção da Fifa deu apoio a Gianni Infantino. O secretário-geral Mattias Grafström também participou do encontro. Em um comunicado oficial, a Fifa afirmou que enviou uma carta a todas as 211 federações-membros pedindo desculpas e que revisará as propostas apresentadas.
Entenda o que gerou essa crise na Fifa
Havia um plano para vender 20% da Fifa para uma nova entidade que só teria investidores privados. O objetivo era arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões (R$ 21.521.640.000,00) para o desenvolvimento do futebol. No entanto, a Uefa e outros representantes do futebol não concordaram, resultando em críticas sobre a falta de transparência da Fifa.
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Publicação feita por Gianni Infantino nas redes sociais sobre a reunião e os ataques. (Foto: reprodução/Instagram/@gianni_infantino).
Após a notícia de que uma empresa com laços familiares com Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, estaria envolvida, as críticas aumentaram. Isso levantou questões sobre a governança e a falta de consulta adequada a Infantino. Desde que assumiu a presidência da Fifa em 2016, esse se tornou um dos maiores desafios que o executivo enfrentou.
Pressão sobre Gianni Infantino aumenta antes da eleição
A proposta de ampliar a Copa do Mundo de 2030 aumentou a pressão sobre Gianni Infantino, que se aproxima da eleição para a presidência da Fifa, marcada para março, em Marrocos. Além de perder o apoio de algumas federações europeias, ele passou a ser criticado por autoridades e membros da própria Fifa, que questionaram a falta de consulta durante a elaboração do projeto.
Entre os críticos estão o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, a vice-presidente da Uefa, Laura McAllister, e o assessor sênior Carlos Cordeiro, que renunciou ao cargo. Também se manifestaram Arsène Wenger, Kevin Lamour e o ex-jogador Luís Figo. As Ligas Europeias reprovaram a maneira como a proposta foi conduzida e afirmaram que a Fifa não deve tomar decisões unilaterais que afetam clubes, atletas e torcedores.
Apesar das críticas, Infantino continua a receber apoio de federações de diferentes regiões, como Marrocos, Catar, Kuwait, Líbano, Sri Lanka, Indonésia e Filipinas. Dirigentes africanos também mostraram apoio ao presidente, embora a Confederação Africana de Futebol ainda não tenha divulgado uma posição oficial.
