FIA acompanha escalada do conflito no Oriente Médio e avalia impactos no calendário da F1
O presidente da Federação Internacional de Automobilismo anunciou em post nas redes sociais que a segurança e o bem-estar dos envolvido será prioridade nas tomadas de decisões
Após o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã no último sábado (28), a Federação Internacional do Automobilismo (FIA), nesta segunda-feira, anunciou que monitora os possíveis impactos da escalada do conflito sobre o início da temporada 2026 da Fórmula 1. A categoria abre o calendário no próximo domingo (8), com o Grande Prêmio de Melbourne, na Austrália, enquanto duas etapas estão previstas para a região do Golfo Pérsico já em abril.
Na F1, o agravamento da crise bélica no Oriente Médio impactou diretamente na logística para o GP da Austrália. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, os ataques forçaram mudanças logísticas significativas do pessoal envolvido no Mundial, com uma estimativa de mil pessoas que trabalham na modalidade foram afetadas. Isso porque o Catar e os Emirados Árabes Unidos, países que são pontos de voos e escalas para a Oceania e a Ásia, foram alvo de retaliações do Irã. Apesar disso, os organizadores do GP australiano asseguram que a etapa será realizada.
Além de Doha e Dubai, Abu Dhabi sofreu com um ataque de drones em seu aeroporto, que deixou uma pessoa morta e outras sete feridas. As capitais são palcos do circuito da Fórmula 1, no entanto, recebem corridas apenas em novembro e dezembro, respectivamente.
Já as provas no Circuito de Sakhir, em Bahrein, e no Circuito de Jeddah, na Arábia Saudita, marcadas para o próximo mês, são motivos de preocupação para o mundo automobilístico. Sobretudo porque um míssil iraniano atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos a apenas 30km da pista baremita. O The Guardian detalha que os carros e equipamentos foram levados do Bahrein para a Austrália no dia 20 de fevereiro, no fim da pré-temporada da categoria. Dessa forma, os 22 carros já estão no Circuito de Melbourne.
Pronunciamento de Mohammed ben Sulayem presidente da FIA
Em comunicado oficial, o presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, lamentou as perdas humanas e destacou que a segurança será o principal critério para qualquer decisão futura.
“Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca.”
A fala indica que, embora não haja cancelamentos confirmados até o momento, a entidade trabalha com cautela. A preocupação envolve tanto as provas programadas para o Oriente Médio quanto o impacto indireto em outras etapas, especialmente devido às rotas aéreas afetadas.
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Nota da FIA sobre os recentes acontecimentos no Oriente Médio (Foto: reprodução/Instagram/@mohammed.ben.sulayem)
