Ferrari testa uso de nova ‘Asa Macarena’ na Hungria

A Ferrari introduziu um triplo defletor fixado ao primeiro flap da asa traseira muito similar com o levado pela McLaren para a etapa em Mônaco

24 jul, 2026
Solução trás apêndices visando aumentar downforce | Reprodução/Instagram/@scuderiaferrari
Solução trás apêndices visando aumentar downforce | Reprodução/Instagram/@scuderiaferrari

A Ferrari preparou uma importante evolução para o GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. Depois de estrear o conceito da chamada “asa Macarena” no início do campeonato, a equipe italiana levará a Budapeste uma versão atualizada do dispositivo, inspirada em uma solução utilizada pela McLaren no GP de Mônaco.

A principal novidade é a adoção de um apêndice aerodinâmico no centro da asa traseira, semelhante ao empregado pela equipe britânica no Principado. A expectativa é aumentar a carga aerodinâmica em um circuito que exige máximo desempenho em curvas de média e baixa velocidade.

Ferrari aposta em mais downforce

A “asa Macarena” se tornou uma das grandes inovações técnicas da Ferrari em 2026.

O sistema chama atenção porque o elemento móvel da asa traseira realiza um giro de 180 graus quando o chamado Modo Reta é acionado, alterando o comportamento aerodinâmico do carro para reduzir o arrasto nas retas.

Inicialmente utilizada com cautela pela equipe, a solução passou a integrar definitivamente o SF-26 de Lewis Hamilton e Charles Leclerc.

Para Hungaroring, porém, a Ferrari deu mais um passo no desenvolvimento do conceito.

O circuito húngaro exige níveis elevados de carga aerodinâmica, característica semelhante à de Mônaco. A diferença é que, em Budapeste, a FIA proibiu o uso do Modo Reta, levando as equipes a buscar soluções fixas para aumentar o downforce.

A resposta da Ferrari foi instalar um triplo defletor na região central da asa traseira, preso ao primeiro flap, reproduzindo uma filosofia semelhante à utilizada pela McLaren em Monte Carlo.

Segundo o site italiano Autoracer.it, a atualização também inclui pequenas extensões na borda superior da asa, solução inspirada em conceitos vistos na Mercedes.

O objetivo é tornar o fluxo de ar mais eficiente, reduzindo o arrasto quando a asa está aberta e aumentando a carga aerodinâmica quando ela retorna à posição fechada.

A expectativa é que a novidade potencialize o desempenho da Ferrari justamente em um dos circuitos que melhor se adapta às características do SF-26.


 A Mclaren trouxe uma solução de apêndices na asa, em Mônaco, para melhorar o downforce (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anni Graf)


McLaren finalmente testará sua versão

Enquanto a Ferrari evolui um conceito já utilizado em corrida, a McLaren finalmente fará a estreia de sua própria versão da “asa Macarena”.

A equipe britânica havia planejado testar o sistema durante o primeiro treino livre do GP da Áustria, mas problemas identificados ainda na garagem fizeram a peça retornar imediatamente à fábrica.

Agora, o componente será avaliado no TL1 da Hungria antes de passar por uma nova análise.

O teste faz parte de um pacote mais amplo de atualizações preparado pela McLaren, centrado em um assoalho completamente redesenhado e em novas peças aerodinâmicas.

Temos um pacote de atualizações chegando neste fim de semana e, em uma temporada tão competitiva, cada desenvolvimento é importante. Será ótimo entender como essas peças se comportam ao longo dos treinos livres“, afirmou Randy Singh, diretor sênior de corridas da McLaren.

Segundo o dirigente, o objetivo é maximizar o desempenho antes da pausa de verão e colocar a equipe em melhores condições para a segunda metade da temporada.

A McLaren, no entanto, já deixou claro que sua asa traseira não será utilizada nas corridas da Hungria nem da Holanda. Caso os testes sejam positivos, a expectativa é estrear o sistema apenas em etapas de alta velocidade, como Monza ou Baku.

Red Bull também segue trabalhando no conceito

A Red Bull também continua desenvolvendo sua interpretação da “asa Macarena”. A equipe enfrentou dificuldades nas primeiras versões do sistema, principalmente relacionadas ao fechamento da asa e à reconexão do fluxo de ar, problemas que contribuíram para acidentes envolvendo Max Verstappen nos GPs da Áustria e da Inglaterra.

Após retirar a peça do carro na Bélgica, o time de Milton Keynes pretende testar uma versão revisada já neste fim de semana em Hungaroring.

Com Ferrari, McLaren e Red Bull investindo em soluções semelhantes, a evolução da “asa Macarena” promete ser um dos principais pontos de atenção do GP da Hungria, disputado entre os dias 24 e 26 de julho.

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