F1 vira a página em 2026, adeus DRS, carros menores e mais elétricos
Novo regulamento da F1 traz aerodinâmica ativa, motores mais elétricos e foco em sustentabilidade, prometendo corridas mais próximas a partir de 2026
A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgaram novas imagens e mais detalhes do carro que será usado a partir da temporada 2026, marcando o início de um novo ciclo técnico na categoria. As mudanças atingem praticamente todos os aspectos do monoposto, da aerodinâmica ao motor, e têm um objetivo claro: tornar as corridas mais equilibradas, sustentáveis e seguras.
Os principais conceitos desse regulamento já vinham sendo apresentados desde 2024, mas agora a F1 começa a mostrar, de forma mais concreta, como essas ideias vão funcionar na pista. O resultado é um carro menor, mais leve e mais ágil, pensado para facilitar disputas diretas e reduzir a dependência de soluções artificiais para ultrapassagens.
Um carro pensado para andar mais perto
O novo monoposto segue o conceito de “carro ágil”. Ele será mais curto, mais estreito e cerca de 30 kg mais leve do que o modelo atual, com peso mínimo previsto em 724 kg. A intenção é simples: permitir que os carros consigam se seguir de forma mais eficiente, especialmente em trechos de curvas.
As mudanças nas asas também fazem parte dessa lógica. A carga aerodinâmica foi reduzida em aproximadamente 30%, enquanto o arrasto deve cair em até 55%. Na prática, isso pode significar carros um pouco mais lentos nas curvas, mas mais rápidos ao sair delas.
A própria FIA admite que os tempos de volta devem aumentar no início do ciclo, mas a expectativa é de que essa diferença seja rapidamente compensada com o desenvolvimento natural das equipes.
Fim do DRS
Uma das mudanças mais simbólicas do regulamento de 2026 é o fim do DRS. O sistema, introduzido para facilitar ultrapassagens, deixa de existir e abre espaço para a aerodinâmica ativa, um conceito mais integrado ao funcionamento do carro.
Com ela, os pilotos poderão ajustar as asas dianteira e traseira entre dois modos: um voltado para retas, com menor arrasto e mais velocidade, e outro focado em curvas, priorizando aderência e estabilidade. Diferente do DRS, esse sistema não depende da distância para o carro à frente e pode ser utilizado em qualquer reta que atenda aos critérios definidos.
Ver essa foto no Instagram
Carro F1 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@F1)
Ultrapassagens passam a depender mais do piloto
Apesar do fim do DRS, a Fórmula 1 mantém mecanismos para incentivar disputas. Quando um piloto estiver a menos de um segundo do adversário à frente, poderá ativar o modo de ultrapassagem (Overtake Mode), que libera energia extra da parte elétrica do motor.
Além disso, o modo de impulso permite o uso da bateria em qualquer momento da volta, seja para atacar, se defender ou até administrar melhor o ritmo. A decisão passa a ser muito mais do piloto, o que tende a deixar as corridas menos previsíveis.
Motores mais simples, elétricos e sustentáveis
Com motores cada vez mais elétricos, a gestão de energia ganha protagonismo. Os pilotos poderão recuperar carga de diferentes formas ao longo da volta, como nas frenagens ou em fases específicas do traçado, sempre em conjunto com os engenheiros de pista.
A potência será dividida de forma equilibrada entre a parte elétrica e a combustão interna, com baterias três vezes mais potentes do que as atuais. O MGU-H, sistema complexo e caro, foi removido.
Pela primeira vez, a Fórmula 1 utilizará combustíveis 100% sustentáveis, reforçando o discurso de modernização e alinhamento com a indústria automotiva.
Além das mudanças técnicas, a FIA reforçou estruturas importantes do carro, como a célula de sobrevivência, a área do motor e o santantônio. O objetivo é aumentar ainda mais a proteção do piloto, mantendo a segurança como um dos pilares da categoria.
