Perto da estreia na Copa do Mundo, Raphinha concede coletiva para imprensa
Protagonista no time do Barcelona ao lado de Lamine Yamal, atacante falou durante coletiva sobre a cobrança e reconhece que pode melhorar pela seleção
Durante entrevista nesta terça-feira (10) em Nova Jersey, Raphinha falou para a imprensa sobre diversos assuntos, citou o carinho diferente que recebe do torcedor brasileiro e admite que, por ter saído muito cedo, não criou uma conexão com a torcida.
No ciclo de Carlo Ancelotti, o ponta-esquerda sofreu muito com as lesões, tanto que só participou de seis das 12 partidas desde que o italiano assumiu. Apesar disso, ainda conseguiu participar de 21 gols e 8 assistências na última temporada pelo Barcelona (ESP).
Apesar de jogar no maior rival do Real Madrid (ESP) e também já ter enfrentado o italiano quando ainda comandava o time de Madrid, Raphinha deixa claro que a relação entre os dois é muito boa e que eles constantemente estão conversando.
Rendimento de Raphinha
Desde que assumiu protagonismo no Barcelona (ESP) com a chegada de Hansi Flick, o jogador é cobrado por não render o mesmo desempenho pela seleção. Na visão do jogador, admite que, apesar de não performar da mesma forma, dentro do possível, mostrou algo pelo Brasil.
“Eu já consegui entregar muito pela Seleção, sim. Obviamente que não podemos ser hipócritas e falar que foi igual ao clube. Mas, dentro do que passamos neste ciclo, pude entregar sim um bom futebol.”
Ainda sobre a cobrança, segundo ele, faz parte e que, se há uma pressão sobre o assunto, é porque os torcedores sabem de sua qualidade e, por isso, cobram o mesmo nível na seleção. Complementou que o seu individual e o de seus companheiros podem melhorar para se aproximarem do mesmo nível nos clubes.
“Posso melhorar. E não só eu, mas vários jogadores, temos essa consciência de que podemos chegar mais próximo do que fazemos nos clubes.”
Raphinha posando com a camisa da seleção brasileira (Foto: reprodução/Sarah Stier – FIFA/GettyImagesEmbed)
Destaque do Barcelona
Apesar de estar no Barcelona desde junho de 2022, seu protagonismo veio de fato na temporada 2024/25. Com a chegada do alemão Hansi Flick, parou de ficar preso na ponta-esquerda e passou a ter mais liberdade para flutuar e cair para o meio-campo, fazendo muitas vezes um papel de camisa 10.
Com a mudança, seus números saltaram; só na primeira temporada de Flick, o brasileiro jogou 57 jogos, marcando 34 gols e dando 26 assistências. Dividindo protagonismo com Lamine Yamal, Raphinha terminou em quinto lugar na Bola de Ouro. Nesta última temporada, sofreu com problemas físicos, mas em 33 partidas marcou 21 tentos e distribuiu 8 passes para gol.
