Deco questiona atuação do VAR após derrota do Barcelona na Copa do Rei
Dirigente aponta superioridade do Atlético de Madrid, cobra mais intensidade, postura do elenco e também critica as condições do gramado no Metropolitano
A dura derrota do Barcelona no jogo de ida da semifinal da Copa do Rei provocou um diagnóstico severo nos bastidores do clube. Após o placar de 4 a 0 imposto pelo Atlético de Madrid, no Metropolitano de Madri, a diretoria avaliou que a equipe esteve distante do nível competitivo exigido para um confronto decisivo desse porte.
Responsável pelo departamento de futebol do Barcelona, Deco apontou que a diferença entre os times ficou evidente logo nos primeiros minutos. Na visão do dirigente, o Barcelona não conseguiu igualar a intensidade do adversário, que venceu a maioria das disputas físicas, pressionou alto e controlou o ritmo da partida desde o início, construindo uma vantagem difícil de ser revertida.
Primeiro tempo define o rumo da semifinal
A avaliação interna é de que a etapa inicial foi determinante para o resultado elástico. O Atlético entrou em campo com postura agressiva, linhas compactas e transições rápidas, enquanto o Barcelona apresentou dificuldades para se impor e reagir. Para Deco, a equipe catalã não encarou o primeiro tempo com a seriedade necessária, permitindo que o rival se sentisse confortável e dominante.
O dirigente ressaltou ainda que o problema não esteve relacionado à ausência de jogadores ou a questões pontuais do elenco. Segundo ele, o confronto foi decidido principalmente pela intensidade coletiva, aspecto no qual os Colchoneros se mostraram superiores, especialmente após as recentes contratações realizadas na janela de inverno.
Elenco reconhece falhas e busca resposta
Nos bastidores, a leitura é de que o resultado serve como alerta. A diretoria entende que o Barcelona possui jogadores capazes de competir em alto nível, mas reconhece que a postura apresentada ficou aquém do esperado. O objetivo agora é corrigir erros táticos e comportamentais, elevando o nível de competitividade para o duelo de volta.
Atuações individuais abaixo do habitual também chamaram atenção. Jovens promessas, como Lamine Yamal, sentiram o peso do confronto, refletindo uma dificuldade coletiva em lidar com a pressão imposta pelo adversário em Madri.
Críticas à arbitragem e ao uso do VAR
Além do desempenho esportivo, Deco fez críticas diretas à arbitragem, especialmente ao uso do árbitro de vídeo. Para o dirigente, a demora excessiva na análise do gol anulado de Cubarsí compromete a dinâmica do jogo e aumenta a sensação de insegurança em relação aos critérios adotados. Na avaliação dele, o VAR não tem apresentado evolução prática e segue gerando decisões difíceis de compreender.
Atlético de Madrid vence o Barcelona por 4 a 0 (Foto: Reprodução/Instagram/@koke6)
Outro lance mencionado foi a entrada dura de Giuliano Simeone sobre Alejandro Balde. Segundo Deco, a jogada poderia ter resultado em cartão vermelho caso tivesse sido analisada com mais rigor, embora ele tenha evitado tratar a arbitragem como justificativa para a goleada sofrida.
Gramado entra no debate, mas reação é cobrada
O estado do gramado do Metropolitano também foi citado como um fator negativo. Durante a partida, foram frequentes os escorregões e a dificuldade de controle da bola, o que, na visão da diretoria, prejudicou o rendimento técnico. Ainda assim, Deco fez questão de frisar que o ponto central não é buscar desculpas.
Para o jogo de volta, no Camp Nou, a expectativa é de um cenário diferente. Atuando em casa e em melhores condições, o Barcelona aposta em uma atuação mais intensa e competitiva para tentar uma reação, mesmo reconhecendo a dificuldade de reverter um placar tão desfavorável.
