Cuca reprova brigas e indisciplina no Santos após empate no Paraguai

Em coletiva, Cuca reprova desentendimento entre jogadores e afirma que cobranças internas serão feitas para manter a disciplina no elenco do Santos

06 maio, 2026
Cuca | Reprodução/Instagram/@coachalexistival
Cuca | Reprodução/Instagram/@coachalexistival

O técnico Cuca condenou a briga entre Neymar e Robinho Jr. em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (05), logo após o empate do Santos no Paraguai. O treinador, que apitava a atividade no momento da agressão, decidiu quebrar o silêncio para evitar que o episódio fosse ignorado. O caso ocorreu no CT Rei Pelé, no último domingo (03), antes da viagem oficial pela Copa Sul-Americana.

A manifestação do comandante santista aconteceu em resposta à repercussão jurídica do caso, que envolveu uma notificação extrajudicial contra o clube. Cuca ressaltou que, embora o futebol seja um ambiente intenso, as agressões físicas relatadas ultrapassam o limite do aceitável. O objetivo da fala foi deixar claro que o Santos cobrará postura dos atletas para proteger a imagem da instituição.

Cuca lamenta danos à imagem do Santos

Cuca lamentou o impacto negativo que as polêmicas recentes trazem para a imagem do Santos, afirmando que o clube é o maior prejudicado. Para o técnico, em um conflito em que ninguém tem razão, a exposição do nome da equipe em notícias ruins gera um desgaste desnecessário. Ele reforçou que o ambiente interno sofre quando problemas pessoais e brigas de treino ganham essa proporção pública.

O comandante santista destacou que o foco deveria estar apenas no desempenho esportivo e na recuperação do time na temporada. Segundo ele, episódios extracampo acabam tirando a tranquilidade necessária para o trabalho da comissão técnica e dos jogadores. Cuca acredita que o silêncio e o profissionalismo são os únicos caminhos para restaurar a confiança da torcida e do mercado.


Coletiva de imprensa pós-jogo (Vídeo: reprodução/YouTube/SantosTV Onibet)


Falta de disciplina e decisão no Brasileiro

A atitude de Gabigol ao sair de campo gerou forte incômodo no técnico durante o empate contra o Recoleta, nesta terça-feira (05). O atacante foi substituído aos 28 minutos do segundo tempo e seguiu direto para o vestiário, ignorando os companheiros no banco de reservas. O treinador santista classificou o comportamento como inadequado e garantiu que o camisa 9 será cobrado internamente.

Agora, o técnico corre contra o tempo para pacificar os bastidores antes do duelo decisivo contra o Bragantino, no próximo domingo (10). A pressão aumentou devido aos resultados ruins e aos constantes atritos entre os atletas profissionais. Uma vitória na Vila Belmiro é considerada essencial para afastar o risco de rebaixamento e acalmar os ânimos dos torcedores que protestam contra a fase atual.

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