Clássico paulista termina em confusão generalizada nos bastidores

Confronto entre Corinthians e Palmeiras é marcado por expulsões e tensão fora de campo, além de polémica com VAR sobre pênalti não assinalado

13 abr, 2026
Corinthians e Palmeiras empatam sem gols na Neo Química Arena | Reprodução | Cesar Greco | Palmeiras
Corinthians e Palmeiras empatam sem gols na Neo Química Arena | Reprodução | Cesar Greco | Palmeiras

Neste domingo (12), o clássico entre Corinthians e Palmeiras ganhou contornos mais tensos. Pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena, o empate teve duas expulsões, atuações brilhantes dos goleiros e terminou marcada por confusão nos bastidores, além de discussões sobre a atuação da arbitragem.

A partida teve um ritmo intenso, com divididas firmes, marcações fortes e um excesso de faltas de ambos os lados. Entre as chances de gols criadas, coube aos goleiros Hugo Souza e Carlos Miguel se destacarem e protagonizarem grandes defesas, impedindo que o placar fosse alterado. Com o empate, o Palmeiras se mantém na liderança do campeonato, somando 26 pontos, enquanto o Corinthians ocupa a 16ª posição, com 11 pontos, ainda próximo à zona de rebaixamento.

Expulsões e muita tensão marcam o clássico

O jogo teve duas expulsões para o time alvinegro, a primeira foi quando o jogador André fez gestos obscenos, após sofrer uma falta do Andreas Pereira. Aos 24 minutos do segundo tempo, Matheuzinho recebeu um cartão amarelo por agredir Flaco López, atacante do Palmeiras. A situação foi revisada no VAR e o lateral do Corinthians recebeu um cartão vermelho.

Na súmula do jogo, o árbitro, Flavio Rodrigues de Souza, explica ter expulsado “o jogador da equipe do Corinthians, Sr. André Luiz Santos Dias, por ter colocado a mão em seu órgão genital e realizado gesto obsceno em direção ao jogador da equipe do Palmeiras, Sr. Andreas Pereira, número 8″.  Flavio relata também sobre a demora do jogador Matheuzinho para deixar o campo após a expulsão e dos xingamentos proferidos pelo atleta para os juízes.

Especialistas apontaram que as expulsões foram corretamente aplicadas diante da gravidade das infrações, apesar de o rigor ter sido alvo de debate entre torcedores e comentaristas. Além disso, houve um lance aos 17 minutos do segundo tempo que gerou muita repercussão, a respeito de um possível pênalti não marcado.

Na jogada, Sosa se antecipou na marcação na área e acabou sendo atingido por Gabriel Paulista ao tentar finalizar. Apesar da revisão do VAR, a arbitragem optou por não assinalar a penalidade, o que foi motivo de muito debate após o final da partida.

De acordo com o comentarista de arbitragem, Paulo Cesar de Oliveira, a decisão da arbitragem foi equivocada, porque houve elementos suficientes para a marcação do pênalti. Segundo ele, em lances assim, o VAR deve considerar quem chega primeiro à bola. Sosa se antecipa, enquanto Gabriel Paulista age de maneira imprudente  ao tentar chutar e acaba atingindo o adversário.

Confusão no pós-jogo

Após o apito final, jogadores e membros das comissões técnicas se envolveram em uma confusão no caminho para os vestiários da Neo Química Arena. O episódio incluiu troca de empurrões, discussões e acusações.


 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Canal GOAT (@canalgoatbr)

Confusão pós-clássico entre Palmeiras e Corinthians (Vídeo: reprodução/Instagram/@canalgoatbr)


A súmula da partida registrou o incidente com o Luighi, quando o jogador estava se dirigindo para a sala de controle de doping. O árbitro relata que, ao término da partida, foi informado que “no momento em que a equipe de controle de doping tentava acessar a sala destinada ao procedimento, acompanhada do atleta nº 31 da equipe do Palmeiras, Sr. Luighi Hanri Sousa Santos, houve um empurrão por parte de um segurança da equipe do Corinthians”. Flavio Rodrigues de Souza ainda comunica dizendo que não foi presenciada nenhuma agressão a jogadores de ambas as equipes.

No entanto, o Palmeiras alega que um segurança do Corinthians teria agredido o atacante Luighi. Em contrapartida, o clube alvinegro afirma que o zagueiro Gabriel Paulista e o meia Breno Bidon foram agredidos por seguranças ligados à equipe adversária.

Mais notícias