Estádio de R$ 35 bilhões aumenta crise entre donos do Chelsea
Empreendimento gera impasse entre Todd Boehly e Clearlake Capital, que concordam sobre mudança, mas divergem sobre os detalhes da operação
Um dos principais motivos da tensão entre os proprietários do Chelsea é o projeto do novo estádio do Blues, estimado em cerca de 5 bilhões de libras, cerca de R$ 35 bilhões. Todd Boehly e a Clearlake Capital, acionista majoritária da BlueCo, concordam apenas que o clube precisa deixar o tradicional Stamford Bridge e ir para instalações mais modernas. No entanto, não concordam com os detalhes da operação, como o financiamento e o controle do empreendimento.
Segundo informações do jornal inglês The Sun, os grupos que controlam o Chelsea possuem visões estratégicas diferentes para o empreendimento e, há cerca de dois anos, negociam a possibilidade de um grupo adquirir a participação do outro, em uma tentativa de evitar novos impasses. Apesar disso, esse cenário pode mudar com o fim do mandato de Boehly como presidente do clube, previsto para o término da temporada.
Impasse pelo controle do Chelsea
A Clearlake Capital detém 61,85% da BlueCo, enquanto Todd Boehly e Mark Walter controlam, cada um, 12,8% por meio de uma holding compartilhada. Mesmo com a participação majoritária, a Clearlake não pode tomar decisões importantes sem a aprovação de Boehly, que tem o poder de vetar. Por isso, seria vantajoso para a empresa comprar a parte de Boehly e ter mais de 87% da companhia.
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Empreendimento do novo estádio Chelsea é alvo de disputa dos proprietários (Vídeo: reprodução/Instagram/@chelseafc)
De acordo com as informações divulgadas pelo jornal inglês The Sun, o principal impasse está em que nenhum dos grupos estaria disposto a assumir sua parcela do custo enquanto o outro mantiver a influência sobre a obra e sobre as decisões estratégicas do clube.
Por causa dessa disputa, o estádio passou de um projeto de infraestrutura para um símbolo de briga comercial e estratégica. A situação também envolve Mark Walter, outro dos principais nomes ligados ao grupo de Boehly e que está sendo investigado por autoridades americanas. Segundo o The Sun, sua possível saída da estrutura de controle contribui para aumentar as incertezas em torno do futuro administrativo dos Blues.
Investimento bilionário e futuro indefinido
A intenção de construir uma nova casa para os Blues está relacionada à necessidade de ampliar as receitas e modernizar a estrutura do clube ao construir uma arena multiuso com capacidade para aproximadamente 60 mil torcedores. O Stamford Bridge, atual estádio do Chelsea, tem capacidade limitada em comparação com outras grandes arenas europeias, o que reduz o potencial de exploração comercial em dias de jogos e eventos.
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Donos do Chelsea querem ampliar receitas do clube (Foto: reprodução/Instagram/@chelseafc)
O atual impasse ocorre quatro anos depois da aquisição do Chelsea pela BlueCo. Em 2022, o grupo pagou cerca de 2,5 bilhões de libras, aproximadamente R$ 17,7 bilhões, para comprar o clube de Roman Abramovich. Além disso, os novos proprietários se comprometeram a investir outros R$ 12,4 bilhões em jogadores, infraestrutura e no futebol feminino.
Enquanto não há acordo entre as partes, o futuro do novo estádio permanece indefinido. Segundo o The Sun, Boehly e Clearlake evitam assumir novos projetos de grande porte sem ter certeza sobre as aplicações dos recursos.
