CBF esclarece anulação de gol do Vasco com áudio do VAR
A entidade liberou a conversa da arbitragem, onde Daiane Muniz aponta a infração de Brenner a Ramon Abatti Abel, justificando a anulação do gol
A CBF disponibilizou nesta quarta-feira (22) o áudio do VAR que fundamenta a anulação do gol do Vasco contra o Paysandu. Na gravação, a equipe de arbitragem descarta o toque de mão e confirma a decisão de anular o lance após identificar um puxão de camisa do atacante Brenner sobre o zagueiro Bruno na origem da jogada. A decisão final veio após confirmarem uma falta por puxão de camisa na origem da jogada.
Tudo começou quando a central de vídeo pediu para o juiz conferir as imagens no monitor. Após ver o replay de vários ângulos, ele entendeu que houve falta na disputa de bola. Por causa disso, o árbitro invalidou o lance, seguindo a orientação que recebeu durante a checagem. O critério utilizado seguiu o protocolo oficial para corrigir erros de interpretação em campo.
Detalhes da revisão do VAR divulgados pela CBF
A árbitra de vídeo, operando sob os protocolos oficiais da CBF, recomendou que o juiz de campo conferisse o lance devido a uma possível irregularidade no ataque. Durante a comunicação, ela apontou que o jogador atacante utilizou a mão esquerda para puxar a camisa do zagueiro durante todo o movimento. Essa ação impediu que o defensor conseguisse buscar o seu espaço e deslocou o atleta adversário no momento decisivo da jogada.
Após verificar as imagens no monitor, o árbitro Ramon Abatti Abel concorda com a leitura feita pela cabine. Ele destaca que o puxão foi claro e resultou na queda do adversário antes da finalização. Essa conclusão mútua foi o fundamento técnico utilizado pela equipe de arbitragem para justificar a mudança na decisão inicial dentro das quatro linhas.
Confira os melhores momentos da partida entre Vascox Paysandu ( Vídeo: reprodução/YouTube/GE TV)
A visão do técnico sobre o VAR e o desafio pessoal
O comandante vascaíno criticou a interferência da tecnologia no lance do gol anulado. Embora tenha reconhecido uma boa atuação geral do árbitro, ele questionou o rigor do VAR em um esporte marcado pelo contato físico. Na visão do treinador, a disputa não configurou infração e seguiu a normalidade da partida, sem gerar protestos dos próprios zagueiros adversários em campo.
Além da análise técnica sobre as decisões da CBF, o profissional viveu um momento pessoal delicado durante a viagem a Belém. Ele recebeu a notícia do falecimento de sua irmã, Iris Portaluppi, mas optou por permanecer com o elenco e dirigir a equipe no confronto. Ao final da partida, ele agradeceu o carinho recebido pela torcida e destacou a importância de manter o foco no trabalho profissional, mesmo diante da dor.
