Botafogo é condenado e pode sofrer transferban em 2026
Botafogo é condenado pela Fifa a pagar 21 mi de dólares ao Atlanta; risco de transferban em 2026 aumenta enquanto Textor tenta assegurar recursos
O Botafogo foi condenado pela Fifa a pagar 21 milhões de dólares ao Atlanta United pela compra de Thiago Almada e, caso não quite o valor, pode sofrer transferban já em 2026. A decisão aumenta a pressão financeira sobre o clube, que admitiu não ter pago as duas primeiras parcelas do acordo firmado em 2024.
Botafogo perde disputa e risco de transferban cresce
O Atlanta United acionou a Fifa em novembro de 2024, quatro meses após a venda de Thiago Almada. O Botafogo deveria ter quitado parcelas em julho e setembro daquele ano, mas nenhuma foi paga. A dívida total chega a 21 milhões de dólares e, segundo a decisão, deve ser quitada integralmente.
O transferban é uma punição administrativa, aplicada a clubes que violam regras do mercado do futebol. A medida impede o registro de novos atletas até que a dívida seja quitada.
O clube carioca alegou que o acordo previa pagamento em quatro anos, até 2028. No entanto, documentos apresentados pelo Atlanta mostram que o valor tinha prazo final até 30 de junho de 2026. O impasse também envolve uma exigência da MLS: Almada deveria abrir mão dos 10% que lhe cabiam por lei. Como isso não ocorreu, a Eagle concordou em cobrir o valor para que a negociação avançasse.
Enquanto isso, duas cobranças tramitam em esferas distintas: o Botafogo tenta reaver esses 10% na justiça americana, enquanto o Atlanta solicita o pagamento na Fifa.
Recurso no CAS não surte efeito
O Botafogo recorreu da decisão inicial e afirmou que apenas seis milhões de dólares deveriam ser considerados, referentes às parcelas vencidas no momento da reclamação. A audiência do caso ocorreu em outubro, e o CAS manteve a condenação nesta terça-feira.
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Nota oficial do Botafogo sobre condenação em relação à transferência de Thiago Almada (Foto: reprodução/Instagram/@botafogo)
Almada atuou no Botafogo entre agosto e dezembro de 2024, período em que conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, antes de ser transferido para o Lyon e, posteriormente, ao Atlético de Madrid.
Clube promete reação e Textor garante recursos
Em nota oficial, o Botafogo afirmou que seguirá adotando medidas legais para tentar reverter a decisão. O comunicado reforçou que John Textor se dispõe a financiar tanto a dívida quanto o orçamento de contratações para 2026. O clube declarou: “Textor possui recursos totalmente garantidos para esses itens e espera obter a cooperação e a aprovação desses orçamentos por parte de um conselho da Eagle amistoso e cooperativo.”
Ainda assim, caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo estipulado, o Botafogo corre o risco de entrar em 2026 impedido de registrar novos jogadores.
