Estreia do Botafogo no Brasileirão é marcada por protestos contra Textor
Dono da SAF do Botafogo esteve presente na partida contra o Cruzeiro, ouviu protestos da torcida e afirmou que transferban já está resolvido
A noite desta quinta-feira(29) marcou a estreia com vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro no Brasileirão 2026, mas também foi marcada por protestos da torcida alvinegra contra John Textor, dono da SAF do clube, por conta da situação financeira do Botafogo.
O estadunidense esteve presente no Nilton Santos após participar de reunião com João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo associativo e Durcésio Mello, ex-presidente do clube.
Protestos não foram os primeiros da torcida do Botafogo
Os protestos desta quinta-feira não foram os primeiros contra Textor, mas foram os primeiros a acontecerem dentro do Estádio Nilton Santos já que os protestos que ocorreram no sábado(24) na partida contra o Bangu pelo Carioca foram do lado de fora do campo.
O principal motivo dos protestos é a crise financeira do Botafogo, que neste momento sofre com um transferban, onde não pode registrar novas contratações até que pague 21 milhões de dólares ao Atlanta United por conta da contratação de Thiago Almada.
Em entrevista a Botafogo TV após a goleada de 4×0 sobre o Cruzeiro, Textor afirmou que vai pagar pessoalmente o Atlanta United para resolver a questão e o clube poder registrar os quatro jogadores contratados nesta janela de transferências: Villalba, Wallace Davi, Riquelme e Ythallo.
Comendo pizza e bebendo refrigerante, John Textor passou pela zona mista do Nilton Santos após Botafogo 4×0 Cruzeiro e falou sobre o transfer ban: “Está resolvido”.
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Textor afirma que transferban está resolvido (Vídeo: Reprodução/X/@365scoresBR via@futebol_info)
Além disso, a venda sem controle de jogadores e a perda de competitividade da equipe deixam a torcida insatisfeita. Além das vendas de pilares do time como David Ricardo, Marlon Freitas e Savarino o Botafogo ainda estava muito próximo de vender Danilo e Montoro para o Notthingham Forest, mas foi impedido por conta de uma decisão da justiça que proíbe Textor de vender jogadores sem a anuência do Botafogo associativo e da justiça.
Sobre isso, Textor afirmou que as vendas de jogadores sempre fizeram parte do Botafogo Way e que iam continuar, mas que, em contrapartida, iria fazer um aporte de 50 milhões de dólares no Botafogo para a contratação de jogadores, porém como e quando esse aporte seria feito não foi explicado pelo empresário.
Batalha de Textor contra Eagle ganha novo capítulo
Outro ponto que tem gerado insatisfação entre os botafoguenses é a batalha interminável na justiça entre a Eagle e John Textor sobre quem tem o controle do Botafogo.
Nesta terça-feira(27), a Ares, uma das credoras do grupo Eagle, afastou Textor mais uma vez do comando da empresa e assumiu o controle após o estadunidense demitir dois diretores da empresa no dia anterior.
Segundo informações, a decisão de Textor se deu por conta da discordância do voto dos dois diretores na Assembleia Geral da Eagle Football Group e os demitiu para que o voto de ambos fosse considerado inválido e com isso participaria sozinho da votação para retomar o poder do grupo e destituir a atual diretoria formada por Michele Kang e Michael Gerlinger.
Esta é a segunda vez que Textor é afastado pela Ares. Na primeira vez, ele foi afastado das operações do Lyon em junho de 2025, quando o clube quase foi rebaixado da Ligue 1 para a Ligue 2 por conta de irregularidades quanto ao Fair Play Financeiro da liga.
Atualmente, a Eagle tenta tirar Textor do Botafogo, mas o estadunidense ainda mantém o poder dentro do clube por conta de uma liminar judicial, mas suas decisões precisam ser referendadas pela justiça e pelo associativo.
Textor perde força no Botafogo
Diante do cenário de novo afastamento de John Textor pela Ares, o empresário se vê enfraquecido politicamente dentro do clube e já admitiu em entrevista que está isolado dentro do Botafogo que deseja sua saída.
Além das questões de Fair Play Financeiro e a falta de um time competitivo, as altas dívidas por empréstimos feitos pelo estadunidense em nome do clube e as promessas não cumpridas são fatores que tem enfraquecido a confiança de dirigentes e funcionários no proprietário da SAF.
⚠️ “Eu disse ao clube associativo que vou fazer um investimento pessoal no valor que precisamos pagar ao Atlanta United para remover o transfer ban. Preciso da aprovação deles. Eu vou bancar pessoalmente o pagamento.”
🎙️ John Textor.
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Textor promete aporte no Botafogo (Vídeo: Reprodução/X/@futebol_info)
Para piorar, o associativo viu com maus olhos a demissão do CEO da SAF Thairo Arruda, que acabou não acontecendo porque o associativo discordou da decisão. O CEO tem contestado várias decisões de Textor e isso o fez querer a demissão de Arruda.
O associativo vê com desconfiança as decisões recentes de Textor que não investe dinheiro no Botafogo há mais de oito meses.
