Argentina mantém preparação sem adversários da Europa

Seleção de Scaloni tenta defender título na despedida de Messi enquanto enfrenta duras críticas por testes contra equipes de menor expressão

03 jun, 2026
Seleção Argentina | Reprodução/Instagram/@leomessi
Seleção Argentina | Reprodução/Instagram/@leomessi

A Seleção Argentina está se preparando para a Copa do Mundo de 2026 sofrendo muitos questionamentos sobre o nível técnico da sua preparação. Comandada por Lionel Messi, a atual seleção campeã da Copa América de 2024 vai jogar contra Honduras neste sábado (06), nos Estados Unidos, antes do jogo contra a Islândia, marcado para a próxima terça-feira (16).

A imprensa internacional tem debatido a escolha dos adversários feita pela Associação do Futebol Argentino (AFA), pois o time não jogou com nenhuma equipe da Europa no período pós-Catar, gerando questionamentos sobre a força do elenco em se manter no topo do futebol mundial.

Renovação muda características

O grupo que disputou a Copa do Catar sofreu mudanças devido ao envelhecimento de alguns jogadores e pela transição de outros. A ausência de Di María aumentou a expectativa de alguns jogadores para o setor ofensivo, como Thiago Almada, Nico González, Giuliano Simeone e Nico Paz.

Outros atletas que se destacaram em 2022 estão disputando ligas de menor expressão, como o meio-campista Leandro Paredes, que atualmente está no Boca Juniors, e Rodrigo De Paul, que foi para o Inter de Miami para jogar com Messi.


Di María estará ausente na seleção argentina na Copa do Mundo (Foto: reprodução/X/@LARGOESPN)


Atualmente, a Seleção concentra sua força em jogadores que estão se destacando na Europa, como Alexis Mac Allister, atuando pelo Liverpool, e Julián Álvarez, que joga no Atlético de Madrid.

Tropeços aumentam desconfiança

Os especialistas baseiam suas críticas no retrospecto ruim da Argentina contra os adversários nas Eliminatórias Sul-Americanas. O time de Lionel Scaloni apresentou dificuldades em campo e sofreu derrotas para a Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. A seleção vinha passando por desgastes ainda na Copa América, classificando-se para as quartas de final nos pênaltis contra o Equador e vencendo a Colômbia na final com um gol na prorrogação.

O isolamento com as seleções europeias após o cancelamento da Finalíssima contra a Espanha. Graças aos conflitos no Oriente Médio, a sede original no Catar foi cancelada, e os diretores da Associação do Futebol Argentino (AFA) não quiseram mudar o confronto para a Europa. A Argentina quis priorizar jogos com equipes de menor expressão, como Panamá, Curaçao, Indonésia e Mauritânia. A seleção argentina foi sorteada no Grupo J da Copa do Mundo, junto com Argélia, Áustria e Jordânia.

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