Ancelotti terá de saber lidar com as lesões constantes do elenco

Em todo o seu período no comando da Seleção, o técnico nunca repetiu a mesma equipe devido aos desfalques e também à procura para definir a melhor escalação

05 jun, 2026
Treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti | Reprodução/Instagram/@mrancelotti
Treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti | Reprodução/Instagram/@mrancelotti

Nesta sexta-feira (5), completa-se o primeiro ano de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira, justamente às vésperas do início da Copa do Mundo. Durante todo esse período sob o seu comando, o técnico nunca reutilizou uma formação titular nos últimos 11 duelos disputados. Essa estratégia de rotatividade deve persistir no amistoso deste sábado (6) contra o Egito, agendado para as 19h (de Brasília) em Cleveland, EUA. Diferente da escalação que enfrentou o Panamá no último domingo (31), a expectativa é de que o italiano introduza modificações inéditas na equipe que iniciará a partida.

Histórico da trajetória com lesões constantes

A trajetória de Ancelotti no comando da Seleção tem sido fortemente impactada por desfalques médicos. Logo no começo, o comandante enfrentou a ausência de Gabriel Magalhães e, posteriormente, teve de contornar problemas físicos de outros atletas fundamentais para o elenco, como Estêvão, Rodrygo, Raphinha, Militão e Alisson. Além das estrelas principais, outros nomes testados para compor o grupo, a exemplo de Vanderson, Caio Henrique e Alexsandro Ribeiro, também se machucaram, o que acabou prejudicando a continuidade e o ganho de ritmo desses jogadores na equipe.


Preparação dos jogadores para o amistoso contra a Seleção do Egito, neste sábado (Vídeo: reprodução/Instagram/@brasil)


Novas estratégias contra Equador e Paraguai

Logo em sua estreia, houve um empate sem gols diante do Equador, no qual ele escalou para a partida Richarlison, Vini Jr., Raphinha, Gerson, Bruno Guimarães, Casemiro; Alex Sandro, Marquinhos, Vanderson e Alisson. Já no confronto posterior, contra a seleção paraguaia, o treinador optou por preservar a base defensiva, promovendo alterações somente no setor ofensivo. Com as saídas de Richarlison, Estêvão e Gerson para as entradas de Matheus Cunha, Raphinha e Martinelli, o técnico ainda testou, de forma inédita, a tática no esquema 4-2-4.

Diferentes opções contra Chile, Bolívia, Coreia do Sul e Japão

Durante o último período de Eliminatórias, devido a uma suspensão, Carlo não pôde escalar Vinícius Jr. diante do Chile. Na sequência, para enfrentar a Bolívia, ele preferiu não utilizar os principais atletas, escalando um grupo alternativo em que apenas Bruno Guimarães e Alisson permaneceram. Mais adiante, nos testes contra as seleções asiáticas da Coreia do Sul e do Japão, a ausência inédita de Alisson abriu caminho para que Hugo Souza e Bento tivessem oportunidades para defenderem o gol. Paralelamente, sem as opções de Wesley e Vanderson, os jogadores Paulo Henrique e Vitinho ganharam minutos na lateral.

Escalação quase ideal contra Senegal e Tunísia

Nos duelos diante de Senegal e Tunísia, a Seleção flertou com a escalação ideal de Ancelotti, embora Alisson seguisse fora, motivando um revezamento entre Bento e Ederson. Na linha de frente defensiva, Gabriel Magalhães se machucou no primeiro duelo, sendo substituído por Wesley no jogo seguinte, o que fez Éder Militão ser movido para a zaga, frustrando a continuidade pretendida pelo italiano.

Agravamento na situação contra França e Croácia

O cenário piorou ainda mais nos primeiros compromissos deste ano, contra França e Croácia, configurando o período mais delicado do ciclo devido a uma sequência de contusões. No embate frente aos franceses, a equipe brasileira estava com desfalques consideráveis, como Estêvão, Rodrygo, Bruno Guimarães, Alex Sandro, Magalhães, Marquinhos, Militão e Alisson. Já contra os croatas, a Seleção sofreu novos desfalques médicos com as baixas de Wesley e Raphinha, evidenciando o problema com o qual Ancelotti terá de lidar em relação a essas lesões consecutivas.

Desfalques recentes

Ao recapitular o último compromisso em solo nacional antes do embarque rumo aos Estados Unidos, no embate diante do Panamá, o comandante enfrentou ausências no elenco por motivos distintos. Os zagueiros Gabriel Magalhães e Marquinhos tiveram que desfalcar o grupo por estarem envolvidos na grande decisão da Liga dos Campeões da Europa, defendendo, respectivamente, o Arsenal e o Paris Saint-Germain.

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