Nova agência da CBF revela dívidas em mais da metade dos clubes das Séries A e B

Dado foi divulgado após a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol analisar novos documentos enviados pelas equipes do país

25 ago, 2026
CBF  | Reprodução/Instagram/@antonioleofoto
CBF | Reprodução/Instagram/@antonioleofoto
Nova agência da CBF revela dívidas em mais da metade dos clubes das Séries A e B
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, criada pela CBF, recebeu no último mês diversas prestações de contas dos clubes das séries A e B. Nelas estão: dívidas com atletas em atividade, dívidas entre treinadores e clubes; mais da metade dos 40 representantes apresentaram débitos no Brasileirão.

Prazos de fiscalização e o Fair Play Financeiro

Para organizar essa fiscalização, o novo órgão regulador definiu um cronograma com três etapas anuais de checagem dos balanços. A necessidade de um acompanhamento rígido ficou evidente na primeira amostragem do órgão: dos 40 representantes das Séries A e B analisados, mais da metade (mais de 20 clubes) apresentou débitos em suas contas no Brasileirão.
O primeiro prazo de entrega, inicialmente previsto para março, foi prorrogado duas vezes, atendendo a solicitações dos próprios clubes, sendo concluído apenas em maio. A segunda auditoria ocorreu com base nos dados de junho, enquanto a última avaliação da temporada está agendada para o encerramento de novembro.

https://youtu.be/06Z86cJOIhc?si=a79sE0iMRnjPRZYh
Como funciona o fair play financeiro para as equipes (Vídeo: reprodução/YouTube/@getv)

Sendo assim, os clubes devem apresentar as declarações até a data prevista para conseguirem ser ouvidos e analisados pela ANRESF até o dia combinado.  Todas as equipes integrantes da Série A e B do Campeonato Brasileiro de 2026 constam nesses relatórios

Novas dívidas também podem oferecer caos maior

Um caso recente que aconteceu como exemplo envolveu o São Paulo Futebol Clube: o clube foi notificado e ameaçado com a punição de transfer ban referente ao pagamento do meio-campista Djhordney. O episódio serve de alerta e indica que o novo regulamento prevê uma escala rigorosa de sanções para obrigações financeiras assumidas a partir de 1.º de janeiro de 2026.

Presidente da CBF Samir Xaud em reunião (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Mauro Pimentel)

As penalidades aplicadas pela ANRESF variam conforme a gravidade da situação. De acordo com o regulamento, as punições podem ir desde advertências públicas e multas financeiras até a retenção de receitas, perda de pontos na tabela, rebaixamento de divisão e cassação definitiva da licença para disputar competições oficiais.
A expectativa da CBF é que o rigor do comitê fiscalizador obrigue as diretorias a adotarem gestões mais transparentes e responsáveis. Com a aproximação dos últimos prazos do ano, as próximas semanas serão decisivas para os clubes regularizarem suas pendências e evitarem sanções desportivas que prejudiquem suas campanhas no segundo semestre.

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