Tom Cruise fala sobre IA e futuro da experiência no cinema
Durante evento do BAFTA, o ator comenta o avanço da inteligência artificial e defende o valor das experiências humanas nas telas do cinema
O debate sobre o espaço da inteligência artificial no cinema ganhou novos comentários durante um encontro da BAFTA, em Londres. Tom Cruise falou sobre os impactos da tecnologia na indústria e afirmou acreditar que o público continuará interessado em produções que preservem a presença e o trabalho humanos. A declaração aconteceu durante o evento “Life in Pictures”, no qual o ator revisitou momentos de sua carreira e conversou com a apresentadora Edith Bowman.
Ator destaca o valor do trabalho humano
Ao falar sobre a tecnologia, Cruise reconheceu que a inteligência artificial fará parte do futuro do cinema, mas ressaltou que existe uma característica difícil de substituir: a presença humana. “Não há nada como o humano”, afirmou durante a conversa.
Em outro momento, o ator foi ainda mais direto ao explicar sua visão. Para ele, mesmo com a evolução das ferramentas digitais, o público continuará interessado em acompanhar situações reais na tela.
A percepção também aparece quando Cruise fala sobre a experiência de assistir a um filme. O ator afirmou que não é contrário ao streaming, mas considera que ir ao cinema proporciona uma vivência diferente, especialmente por reunir pessoas em um mesmo espaço.
Entre 1º de maio e 1º de setembro de 2026, os cinemas dos Estados Unidos registraram US$ 4,76 bilhões em arrecadação. Para Cruise, o resultado reforça o interesse do público pela experiência coletiva proporcionada pelas salas de exibição.
Confira o trailer de Digger novo filme estrelado por Tom Cruise (Vídeo: Reprodução/Youtube/WarnerBros.PicturesBrasil)
‘’Digger’’ traz transformação física para as telas
A discussão encontra um exemplo interessante no próximo filme do ator. Em ‘’Digger’’, com estreia prevista para 1º de outubro no Brasil, Cruise interpreta Digger Rockwell, personagem que exigiu uma caracterização bastante diferente de sua aparência habitual.
No início das filmagens, a aplicação das próteses e da maquiagem levava cerca de seis horas. O processo foi posteriormente reduzido para menos de uma hora, após ajustes na preparação da equipe.
Cruise não relacionou diretamente essa experiência aos comentários sobre inteligência artificial, mas o trabalho realizado para transformar fisicamente o ator ajuda a contextualizar sua defesa por elementos concretos no cinema.
No encerramento do comentário sobre inteligência artificial, Cruise incentivou profissionais criativos a continuarem produzindo. Para ele, o avanço tecnológico faz parte de uma transformação inevitável, mas não elimina o espaço da criatividade e da participação humana no cinema.
