“The Voice Brasil”: novos técnicos revelam expectativas e desafios antes da estreia
Dupla sertaneja é a única conhecida no time; Tiago Leifert retorna ao comando após cinco anos
O The Voice Brasil estreia no domingo (27) às 18h no SBT e Disney+ com quatro novos técnicos: Matheus & Kauan, Lauana Prado, Paulo Ricardo e Diogo Nogueira. Tiago Leifert retorna ao comando do programa após cinco anos afastado, enquanto Gaby Cabrini acompanha os bastidores. A temporada traz a novidade dos ‘diamantes’, participantes de edições anteriores que construíram carreira após deixar a atração.
Matheus & Kauan é a única dupla que chegava com carreira consolidada antes de virar técnica. A dupla sertaneja foi finalista da edição anterior, competindo contra André & Luiz Otávio e Jade Salles, mas foi eliminada pelo vencedor Thiago Garcia, do time de Mumuzinho.
Tiago Leifert volta ao comando
Tiago Leifert comanda a atração pela primeira vez fora da TV Globo, onde apresentou as nove temporadas anteriores. Boninho, que é o showrunner da edição na emissora, surpreendeu-se com o afinco dos técnicos em trabalhar a perfeição de seus artistas. Gaby Cabrini, que acompanhará os bastidores e as histórias dos participantes, completa a estrutura de apresentação.
A mudança de casa representa um ponto de virada para a franquia no Brasil. O programa sai de um lugar onde consolidou audiência e muda para o SBT, com transmissão simultânea no Disney+, abrindo possibilidades de alcance diferente para a marca.
A novidade dos ‘diamantes’ permite que antigos participantes voltem à disputa. Essas pessoas passaram pelo teste às cegas antes e construíram carreira fora do programa. Agora, eles entram novamente na competição como ‘diamantes’.
“Para entrar no jogo, essas pessoas vão passar pelo teste às cegas novamente”, afirmou Tiago Leifert.
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Tiago Leifert comanda a atração pela primeira vez fora da TV Globo (Vídeo: reprodução/Instagram/@thevoicebrasil)
Os técnicos e seus gêneros
Lauana Prado participou da primeira temporada como semifinalista, há 14 anos. Ela retorna agora como técnica e carrega consigo a vivência de quem passou pelo programa e construiu carreira fora dele. “Pretendo muito poder oferecer essa relação um pouco mais próxima, pra que eu consiga, de fato, ter contato com eles. Essa coisa um pouco mais humana pode ser um pulo do gato para esse artista ir mais longe na edição”, disse Lauana.
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Lauana Prado participou da primeira temporada como semifinalista (Vídeo: reprodução/Instagram/@thevoicebrasil)
Sua abordagem diferencia-se pela experiência. Lauana acredita ter uma vantagem sobre os oponentes justamente por já ter passado pelo teste às cegas e conhecer os desafios da carreira pós-programa. Esse know-how molda sua estratégia como técnica.
Paulo Ricardo leva o rock nacional como sua insígnia. Ele representa um gênero que marca presença histórica na música brasileira. Diogo Nogueira traz os aprendizados do samba. Ambos equilibram a representatividade musical ao lado do sertanejo, que fica por conta de Matheus & Kauan.
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Paulo Ricardo leva o rock nacional como sua insígnia (Vídeo: reprodução/Instagram/@thevoicebrasil)
Diogo Nogueira define sua abordagem de forma clara. Ele busca ser um técnico que respeite o processo artístico de cada participante.
“Eu não tô querendo nem ser mau, nem ser bom, mas ser um técnico pra auxiliar todos esses artistas que estão passando por ali, com o maior carinho e respeito”, afirmou Diogo.
Para Diogo, o programa é uma oportunidade de abraçar talentos que já estão em processo de profissionalização da voz. Isso significa trabalhar com artistas que já têm direcionamento e técnica, potencializando o que já existe neles.
Matheus, de Matheus & Kauan, vê na visibilidade gerada pelo The Voice um dos maiores ganhos para a carreira. Ele usa Lauana Prado como exemplo vivo: ela não foi campeã, mas construiu carreira gigantesca. “Todo mundo tem que construir o seu próprio caminho, e isso é o principal. A Lauana nem foi campeã, e a carreira dela é gigantesca”, disse Matheus.
Essa perspectiva muda o foco da experiência no programa. Não se trata só de vencer, mas de ganhar projeção e ferramentas para seguir adiante. Cada participante, segundo Matheus, leva embora algo valioso, independentemente de quando sai da competição.
