“Meu Nome é Preta”: Globoplay anuncia série documental sobre a trajetória da cantora

Produção em quatro episódios do Globoplay vai resgatar a história completa da artista, destacando sua importância na música brasileira e no Carnaval

29 maio, 2026
Preta Gil | Reprodução/ Instagram/@pretagil
Preta Gil | Reprodução/ Instagram/@pretagil

O segundo dia do Rio2C, o maior festival de criatividade da América Latina, serviu de palco para a Globo apresentar suas apostas estratégicas para os próximos meses. Durante o painel Globo: é muito Brasil pra contar, realizado na noite de quarta-feira (27), a emissora revelou uma grade focada em histórias brasileiras que movimentam o mercado e conectam públicos. Entre os projetos anunciados, a reverência e o tributo à trajetória de Preta Gil (1974–2025) assumiram o protagonismo da noite.

Série explora a trajetória e a resistência de Preta

A série documental Meu Nome é Preta, confirmada para o catálogo do Globoplay, surge como a principal homenagem à cantora carioca lançada após seu falecimento. Dividida em quatro episódios, a produção fará um mergulho cronológico e detalhado em sua vida. O roteiro propõe resgatar desde o seu nascimento, inserida em um dos berços mais tradicionais da música brasileira, até a sua consolidação como uma artista autêntica e uma das empresárias mais respeitadas do país.


 

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Preta Gil comandava o Bloco da Preta (Vídeo: reprodução/Instagram/@pretagil)


A obra também dedicará um olhar atento ao papel de Preta como um símbolo de diversas lutas sociais, vez que, ao longo de sua carreira, ela utilizou sua voz e alcance para combater o racismo e a gordofobia, além de atuar como uma defensora constante dos direitos da comunidade LGBTQIA+, apadrinhando a causa com orgulho. Seu legado cultural ganha destaque com o “Bloco da Preta“, projeto que arrastou e revitalizou o Carnaval de rua do Rio de Janeiro a partir de 2009. A cantora faleceu em julho de 2025, aos 50 anos, após enfrentar publicamente um câncer colorretal.

Bastidores reúnem colegas e familiares de Preta

Para garantir que a homenagem a Preta Gil seja construída com o devido cuidado, a equipe do documentário reúne nomes de peso e profissionais próximos à história da cantora. A direção é assinada por Mini Kerti.

O time de bastidores é completado por Carolina Jabor, Renata Brandão e Luísa Barbosa na produção, com o roteiro desenvolvido por Victor Nascimento. O projeto ganha um tom ainda mais íntimo e familiar com a presença de Flora Gil, que atua como produtora associada da obra.

Globo aposta em mulheres da música brasileira

Além da aguardada reverência a Preta Gil, o painel do Rio2C destacou outras investidas da Globo que unem grandes nomes da música às produções originais da casa. Anitta fará sua estreia como protagonista de cinema em um novo longa dos Estúdios Globo, além de assumir uma função inédita na próxima temporada do reality musical Estrelas da Casa. Já Ana Castela lidera o elenco de Onde Está Ana Castela?, um microdrama de 20 capítulos que acompanha a sertaneja em uma misteriosa viagem de estrada.


Uma colagem de três fotografias verticais, dispostas lado a lado, mostrando retratos de três artistas femininas. O painel da esquerda apresenta Anitta em um cenário rústico ao ar livre com madeira e folhagem seca, vestindo um top e saia perfurados de crochê preto, com braçadeiras de madeira empilhadas, posando assertivamente segurando um poste de madeira com a mão direita elevada. O painel central mostra Ana Castela em um estúdio de cor neutra (creme), vestindo um conjunto de couro marrom-chocolate, incluindo um colete e calças com franjas bronze e detalhes metálicos de relâmpago nas pernas, segurando um chapéu de cowboy marrom com a mão direita e a mão esquerda no cabelo. O painel da direita exibe Preta Gil em um estúdio de fundo branco, vestindo um vestido de malha canelada transparente preta de manga longa e gola redonda, olhando diretamente para a câmera com confiança, com o cabelo loiro-mel ondulado e dividido no meio.

Anitta, Ana Castella e Preta Gil (Foto: reprodução/Instagram/@anitta/@anacastelacantora/@pretagil)


Embora a emissora aposte na ficção e em formatos ágeis para conectar diferentes públicos, a preservação da memória em obras documentais se consolida como o ponto de maior peso emocional da nova grade. O lançamento de “Meu Nome é Preta” está oficialmente programado para chegar ao Globoplay no mês de julho de 2026, período que marcará um ano de despedida da artista.

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