Novo filme de Pedro Pascal, Behemoth recebe criticas mistas após estreia
Filme estrelado por Pedro Pascal, Behemoth divide opiniões da crítica após estreia em Nova York e chama atenção pela atuação do ator
O novo filme de Pedro Pascal, Behemoth: Uma Vida Composta em Peças, estreou no Festival de Nova York na última sexta-feira (2) e provocou reações divididas entre os críticos. Dirigido por Tony Gilroy, o longa tem como principal consenso positivo a atuação de Pascal, que interpreta o violoncelista Alex Serian. A produção tem previsão de chegar aos cinemas brasileiros em 3 de dezembro.
Pedro Pascal é o principal destaque
Em Behemoth, Pascal interpreta Alex Serian, um violoncelista que retorna a Los Angeles depois de anos longe da cidade. O personagem passa a trabalhar na composição de trilhas sonoras para filmes enquanto lida com acontecimentos do passado e com as razões que o fizeram deixar sua antiga vida para trás.
A atuação do ator foi apontada por diferentes críticos como um dos elementos mais fortes da produção. Matt Neglia, do Next Best Picture, classificou o trabalho de Pascal como seu melhor desempenho no cinema até o momento, destacando uma interpretação naturalista e contida.
Outras avaliações também seguiram uma linha semelhante. Joey Magidson considerou Behemoth essencialmente um filme conduzido por Pascal e elogiou a presença do ator no centro da história. Já Dancin’ Dan destacou a capacidade do intérprete de transmitir emoções por meio de pequenas mudanças de expressão.
Trilha sonora também chama atenção
Além da atuação, a música aparece como outro grande destaque do longa. O filme conta com a participação de nove compositores, responsáveis por uma trilha que transita por diferentes estilos e texturas orquestrais. Para alguns críticos, a música ajuda a sustentar uma narrativa que, em determinados momentos, pode parecer lenta ou pouco dinâmica.
A relação entre música e memória é um dos elementos centrais da produção. A história utiliza diferentes momentos temporais para acompanhar a trajetória de Alex, fazendo com que passado e presente se misturem ao longo da narrativa.
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Filme Behemoth, estrelado por Pedro Pascal. (Vídeo: Reprodução/Instagram/@behemothmovie)
Essa construção também foi observada pelo TheWrap, que destacou justamente a maneira como Tony Gilroy utiliza a música como parte estrutural da história, e não apenas como acompanhamento das imagens.
Críticas apontam problemas no roteiro
Apesar dos elogios, Behemoth não conquistou unanimidade. Parte das avaliações questionou a estrutura narrativa e o ritmo da produção. Matt Neglia considerou o longa visualmente sofisticado, mas irregular, principalmente por causa de mudanças de ritmo e algumas deficiências narrativas. Para o crítico, o filme chega perto de alcançar grandeza em determinados momentos, mas não consegue manter uma direção única.
O Guardian foi ainda mais crítico. A publicação avaliou que a estrutura fragmentada e os saltos temporais acabam prejudicando o desenvolvimento emocional da história. Para o veículo, o filme possui ambições interessantes, mas não consegue transformar completamente essas ideias em uma narrativa envolvente.
Já o TheWrap teve uma visão mais positiva da proposta. A publicação classificou o filme como uma obra original e ambiciosa, ressaltando principalmente a integração entre imagem, música e narrativa.
Primeiro filme de Tony Gilroy em 14 anos
Behemoth: Uma Vida Composta em Peças marca o retorno de Tony Gilroy à direção de um longa-metragem depois de 14 anos. O cineasta havia dirigido anteriormente O Legado Bourne, lançado em 2012. No elenco, além de Pedro Pascal, estão nomes como Olivia Wilde, Eva Victor, Will Arnett e Matthew Lillard. Pascal interpreta o personagem central, enquanto Wilde vive Carol, uma figura ligada ao passado de Alex.
A produção tem 2h04 de duração e é classificada como drama musical. Nos Estados Unidos, o lançamento comercial está previsto para 4 de dezembro, enquanto a estreia brasileira está marcada para 3 de dezembro. A expectativa fica agora por conta da reação do público brasileiro.
