Após Stranger Things, Natalia Dyer estará em nova minissérie da HBO
Atriz vai viver uma promotora assistente na produção sobre o julgamento de Louise Woodward, caso que parou os Estados Unidos e o Reino Unido em 1997
Atriz que foi um dos rostos conhecidos em Stanger Things, reforçará o elenco da minissérie Louise Woodward, que será exibida pela HBO. Além de Natalia, entrarão na produção os atores: Jack Reynor e John Magaro, que darão vida a figuras centrais do tribunal que julgou o caso que dará ênfase a trama. A trama reconstrói o julgamento de uma babá britânica de 18 anos, acusada de matar um bebê americano, que virou febre midiática em 1997. A série é escrita por Matthew Barry e dirigida por Susanne Bier.
Dyer será Ada Lynn Rooney, promotora assistente do condado de Middlesex. Reynor interpretará o promotor Gerry Leone, e Magaro ficará com o advogado de defesa Barry Scheck.
De “O Mundo Invertido” para dentro de um tribunal
Para quem acompanhou Natalia Dyer durante anos em Stranger Things, vê-la num drama de tribunal é uma mudança e tanto de ares. Em vez de monstros e experimentos secretos, a atriz agora vai encarar uma história real, daquelas que dividiram opiniões e lotaram telejornais. Ela interpretará Ada Lynn Rooney, promotora assistente do condado de Middlesex, ou seja, alguém que fica do lado da acusação e precisa enfrentar a defesa no meio de um processo cercado de holofotes.
Natalia Dyer interpreta Nancy Wheeler na série da Netflix “Stranger Things” (Foto: reprodução/Matt Winkelmeyer/ Getty Image Embed)
O movimento chega num momento curioso da carreira dela. Stranger Things ganhou até um especial de dez anos com reunião do elenco, o que mostra que a série ainda mexe com os fãs, mas Natalia já parece mirar outros horizontes. Entrar numa produção da HBO, marca conhecida por apostar em dramas de qualidade, é um recado de que a atriz quer ser vista para além da personagem que a tornou famosa.
Um elenco que não é brincadeira
Quem pensa que Natalia Dyer é a única novidade se enganou. Jack Reynor vai viver Gerry Leone, o promotor responsável pelo caso central da história, enquanto John Magaro será Barry Scheck, o advogado de defesa. Os dois se juntam a Catriona Chandler, que interpreta a própria Louise Woodward, a jovem britânica no centro do furacão.
O time ainda tem nomes de peso. Joanne Froggatt faz Susan, a mãe de Louise, e Meghann Fahy e Sagar Radia vivem Deborah e Sunil Eappen, os pais do bebê. Chloë Sevigny assume o papel da advogada de defesa Elaine Whitfield Sharp, e Hugh Laurie será o juiz Hiller B. Zobel, que comandou o julgamento. Com tanta gente de calibre num mesmo projeto, a expectativa é de interpretações fortes e muito embate dentro da sala de audiência.
Nos bastidores, Matthew Barry assina o roteiro, atua como showrunner e também produz executivamente a minissérie. Ele divide a produção executiva com Susanne Bier, que dirige todos os episódios, além de Frank Spotnitz, Emily Feller, Tobi de Graaff e Antoine Douaihy. A produção fica por conta da Big Light Productions em parceria com a Anton TV. Até o momento, a HBO não divulgou data de estreia, mas com o elenco praticamente fechado, a tendência é que novidades apareçam em breve.
O caso que parou dois países
Em 1997, uma babá britânica de 18 anos foi acusada de sacudir até a morte o bebê de uma família americana. O julgamento foi transmitido em tempo real e acabou virando um verdadeiro espetáculo, acompanhado de perto tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido. Era gente discutindo o caso na mesa de jantar, na rua e na televisão. O júri considerou Louise culpada de homicídio doloso de segundo grau, o que previa pena de prisão perpétua.
Porém, em uma reviravolta o juiz do caso a época Hiller B. Zobel reduziu o veredito para homicídio culposo (involuntary manslaughter), argumentando que as ações de Louise não tiveram malícia, mas sim reflexo de imaturidade e frustração Ele considerou os 279 dias que ela já havia passado presa na prisão como punição suficiente e a liberou, permitindo seu retorno ao Reino Unido.
Caso de Louise Woodward, ganhou repecurssão nos Estados Unidos e Reino Unido em 1997 (Foto: reprodução/Paulo Vicente/ Getty Image Embed)
Esse clima de circo midiático deve ser um dos pontos fortes da produção, que promete mostrar não só o que aconteceu dentro do tribunal, mas também o peso da exposição pública sobre todos os envolvidos. Uma história assim, com acusação, defesa, família enlutada e uma jovem estrangeira no banco dos réus, tem todos os ingredientes para prender o espectador de ponta a ponta.
Nos bastidores, Matthew Barry assina o roteiro, atua como showrunner e também produz executivamente a minissérie. Ele divide a produção executiva com Susanne Bier, que dirige todos os episódios, além de Frank Spotnitz, Emily Feller, Tobi de Graaff e Antoine Douaihy. Ter uma única diretora à frente de toda a temporada costuma ajudar a manter um tom coeso do começo ao fim. A produção fica por conta da Big Light Productions em parceria com a Anton TV. Até o momento, a HBO não divulgou data de estreia.
