Filme de Michael Jackson supera Oppenheimer e bate recorde mundial

Fenômeno de bilheteria transformou o longa sobre Michael Jackson na maior cinebiografia já lançada; produção superou recordes históricos do cinema mundial

29 jun, 2026
Jaafar Jackson interpreta o Rei do Pop | Reprodução/Instagram/@universalpictures
Jaafar Jackson interpreta o Rei do Pop | Reprodução/Instagram/@universalpictures

A trajetória do Rei do Pop nas telonas acaba de alcançar um feito inédito para o cinema. Após dez semanas em cartaz, “Michael” ultrapassou a arrecadação mundial de “Oppenheimer” e assumiu oficialmente o posto de maior cinebiografia da história em bilheteria, consolidando um dos maiores fenômenos comerciais de 2026.

O longa dirigido por Antoine Fuqua já acumula US$ 977,4 milhões em receita global, resultado impulsionado tanto pelo mercado norte-americano quanto pelo desempenho internacional. Desse total, US$ 370,2 milhões foram arrecadados nos Estados Unidos e Canadá, enquanto outros US$ 607,2 milhões vieram dos cinemas espalhados por mais de 80 territórios ao redor do mundo.

Com isso, a produção superou os US$ 975 milhões alcançados por “Oppenheimer”, cinebiografia sobre J. Robert Oppenheimer, dirigida por Christopher Nolan, passou a liderar o ranking do gênero sem considerar a correção pela inflação.

O desempenho também coloca o filme muito próximo de uma marca ainda mais simbólica: a de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial, número que nenhuma cinebiografia conseguiu atingir até hoje.

Longa supera recordistas anteriores do gênero

Antes mesmo de ultrapassar “Oppenheimer”, a produção já havia derrubado outro gigante das bilheterias. Até então, “Bohemian Rhapsody”, lançado em 2018, ocupava o posto de cinebiografia musical mais lucrativa do cinema ao encerrar sua trajetória com US$ 911 milhões arrecadados mundialmente.

Agora, “Michael” lidera com folga o segmento das produções musicais e amplia a distância para títulos como “Elvis”, “Rocketman”, “Straight Outta Compton” e “Johnny & June”.


Veja o trailer do filme que conquistou um feito inédito no cinema (Vídeo: Reprodução/Youtube/Universal Pictures)


Outro dado que chama atenção é a velocidade do desempenho comercial. Mesmo contando com um orçamento estimado em US$ 200 milhões, o filme já ultrapassou amplamente o valor necessário para atingir lucratividade, tornando-se também uma das produções mais rentáveis da história da Lionsgate.

Público impulsiona fenômeno apesar das controvérsias

O sucesso comercial aconteceu mesmo diante de uma recepção dividida da crítica especializada. O longa recebeu avaliações mornas em agregadores internacionais e gerou debates sobre a forma como aborda momentos controversos da vida do artista.

Ainda assim, a resposta do público seguiu em direção oposta. A forte conexão entre os fãs e o legado musical de Michael Jackson acabou transformando a produção em um dos maiores acontecimentos do cinema neste ano.

Interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, o filme acompanha a trajetória do artista desde os tempos do Jackson Five até sua consolidação como um fenômeno global da música pop. O elenco ainda conta com Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller e Laura Harrier.

Com a estreia recente em mercados importantes da Ásia, especialistas do setor já consideram real a possibilidade de a produção ultrapassar a marca histórica de US$ 1 bilhão nas próximas semanas, ampliando ainda mais um recorde que já entrou para a história do cinema.

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