Virginia Fonseca se manifesta em ação de R$ 120 milhões envolvendo ela e a Blaze

Em documento juntado à Justiça, influenciadora nega ter operado a plataforma e afirma que remuneração era vinculada a entregas de publicidade, não a perdas de apostadores

22 set, 2026
Virginia Fonseca | Reprodução/Instagram/@virginia
Virginia Fonseca | Reprodução/Instagram/@virginia

Virginia Fonseca apresentou sua defesa à Justiça na Ação Civil Pública de R$ 120 milhões em que ela e a Blaze figuram como rés. No documento juntado aos autos em 21 de setembro de 2026, segundo o Metrópoles, a influenciadora negou qualquer atuação na operação da plataforma e afirmou que seu pagamento era fixo, vinculado a entregas de publicidade, não a resultados de apostadores.

Na defesa, Virginia alegou não ter se envolvido na administração dos jogos, resultados, saques ou depósitos da Blaze. De acordo com a documentação apresentada à Justiça, ela não poderia ser responsabilizada por problemas de ordem operacional, já que sua participação se limitava a atividades de publicidade e divulgação.

Modelo de remuneração

“Ela sustentou que seu pagamento era, em regra, fixo, com remunerações mensais vinculadas às entregas de publicidade.”

A influenciadora negou veementemente que sua remuneração variasse conforme a perda dos apostadores por ela captados. Os contratos com a Blaze previam produção de material de divulgação, notadamente stories, gravações e utilização de sua imagem, conforme revelado pelo Metrópoles.

A relação comercial de Virginia com a Blaze se encerrou em 14 de agosto de 2026. De acordo com a defesa, as tratativas para ruptura já tinham sido iniciadas antes da propositura da ação na Justiça.


Virginia Fonseca se manifesta em ação de R$ 120 milhões envolvendo ela e a Blaze (Vídeo: reprodução/YouTube/@RadardosFamosos1)


Publicidade na Copa do Mundo

Virginia afirmou que o story sobre Argentina e Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026 foi identificado como publicidade. A publicação continha a indicação ‘#publi’, segundo o documento apresentado à Justiça.

A influenciadora negou ter ocultado a natureza comercial de sua publicação e argumentou que o material não consistia em promessa de lucro a seus seguidores. Ela alegou ter deixado evidente que o sucesso das apostas não era garantido. O resultado por ela defendido também foi ventilado no debate esportivo profissional da época.

A Ação Civil Pública foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia Fonseca e a Foggo, empresa detentora da marca e operação da Blaze no Brasil. Conforme o MPDFT, a ação destaca o episódio da Copa do Mundo em que Virginia divulgou conteúdo em seus stories aparentando realizar aposta na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina, sem identificar com clareza que o material se tratava de publicidade.

Em sua defesa, Virginia questionou o montante de R$ 120 milhões a título de danos morais coletivos e a metodologia empregada para chegar ao valor. Ela alegou não ser correto responsabilizá-la pelos problemas e fragilidades do mercado de apostas.

Após o encerramento do contrato com a Blaze, Virginia decidiu não realizar novas publicidades de plataformas de apostas. A assessoria jurídica confirmou que a decisão não está relacionada a determinação judicial. A escolha é individual, ligada ao momento atual vivido pela empresária e aos projetos que pretende concentrar.

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